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Opinião
Editorial: Deu chabu no Réveillon
Redação
03/01/2020 | 06:30

Caiu nesta quinta-feira, 2, a ficha da prefeitura de Natal para os prejuízos causados pela repentina alteração na tradicional queima de fogos em Ponta Negra, na virada ano, que enfureceu os comerciantes e frustrou milhares de pessoas.

A empresa contratada para lançar os fogos de uma balsa, “deu chabu”, expressão usada quando há falha em fogos de artifício, que não detonam nem acendem ou que estouram imprevistamente. No caso do show pirotécnico da passagem do ano, nem isso, porque a balsa em questão não estava onde deveria por falta de um reboque, alega a prefeitura.

Há mais de 20 anos, uma conhecida multinacional submeteu milhares de empresas a uma auditoria mediante a qual validaria ou não a permanência delas como fornecedoras. Entraram na dança desde entregadores de água mineral a copinhos plásticos. Um dos aspectos revisados nos contratos é se esse pessoal pagava em dia seus tributos e se tinham pendências trabalhistas.

O resultado foram milhares de empresas eliminadas dos quadros de fornecedores numa revisão de protocolos sem precedentes, que certamente trouxe muitos aborrecimentos, mas também deixou claro um grau de exigência que, perante o mercado, valorizou a marca para seus milhões de clientes.

“À mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer honesta”, diz a história bastante conhecida de um episódio que remonta a 62 Antes de Cristo.

É como a prefeitura de Natal precisa parecer agora diante dos contribuintes lesados pela queima frustrada de fogos. Que ela fez o certo, mas foi traída por uma empresa que não cumpriu seu lado no acordo pelo qual receberia R$ 209 mil.

São aguardadas as alegações em contrário.

Enquanto isso, fica a lição de que é preciso triar melhor vencedores de licitações e estabelecer as mesmas garantias que a tal multinacional, 20 anos atrás, usou para melhorar o nível de seus fornecedores e a própria imagem pública.

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