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Isolamento Social
Distanciamento social apresenta queda em Natal, aponta artigo da UFRN
De acordo com o documento, desde o dia 29 de junho a capital vem experimentando uma sensível diminuição do isolamento, saindo de 43,4% para 39,5% na última sexta-feira, 3 de julho.
Marcos Neves Jr./Agecom
10/07/2020 | 10:20

Nesta semana, o Governo do Estado do Rio Grande do Norte declinou da decisão de dar prosseguimento nas fases de reabertura do comércio. O recuo se baseia no fato de os leitos da rede de saúde voltados para o tratamento da Covid-19 ainda contarem com mais de 80% de ocupação. O processo de retomada da atividade econômica teve início no dia 1° de julho no estado, enquanto na capital potiguar começou no dia 30 de junho.

Ainda que a primeira fase da abertura ainda mantenha muitas restrições, o distanciamento social vem demonstrando desde então viés de queda em Natal, que prossegue com seu calendário de retomada, enquanto se mantém uma tendência de aumento em outras regiões do estado. É o que aponta o artigo Adesão ao distanciamento social no RN e em Natal: respostas à reabertura econômica e à interiorização da Covid-19, do Isola.ai, iniciativa multidisciplinar e interinstitucional liderada pela UFRN.

De acordo com o documento, desde o dia 29 de junho a capital vem experimentando uma sensível diminuição do isolamento, saindo de 43,4% para 39,5% na última sexta-feira, 3 de julho. No sábado, o número subiu um pouco e atingiu os 42,7%. Considerando o todo o Rio Grande do Norte, nesse mesmo período, a variação foi de 41,3% a 38,3 no registro mais baixo, também apresentando um pequeno aumento no final da semana, fechando o sábado em 41%.

Bairros mais suscetíveis a vulnerabilidades sociais tendem a aderir menos ao distanciamento. Imagem: Reprodução

O artigo apresenta ainda informações detalhadas sobre as zonas do município de Natal, mostrando que bairros mais suscetíveis a vulnerabilidades sociais tendem a aderir menos ao distanciamento. Na primeira semana de flexibilização, o Capim Macio registrou a taxa mais alta, com 47%, enquanto no Bom Pastor 37% preservaram o isolamento social depois da reabertura.

Além de Natal, outras cidades indicaram um relaxamento na adesão do distanciamento social após a reabertura da economia. São exemplos disso os municípios de Parnamirim e Pau dos Ferros, que registraram 39,3% e 34,3% respectivamente. Mossoró também contou com uma diminuição desse índice e 39,3 da população manteve-se dentro de suas residências.

Por outro lado, o relatório mostra que Caicó e Currais Novos, cidades onde há crescimento da incidência de covid-19, a tendência foi de aumento no cumprimento do distanciamento social. O estudo aponta que isso pode se dever justamente à interiorização da doença e a uma percepção maior do risco de contaminação pelo novo coronavírus nessa região do estado.

De maneira geral, o estado apresenta alta circulação em serviços específicos, como mercados e farmácias, equivalente a números de antes da necessidade de isolamento social. Nesse sentido, os autores do artigo aconselham que os órgãos responsáveis por acompanhar o cumprimento das regras de funcionamento desses comércios redobrem a atenção.

“É possível que a liberação do funcionamento de algumas atividades tenha potencializado a mobilidade nesses estabelecimentos, o que requer das autoridades maior fiscalização do cumprimento de normas sanitárias para que se evite a contaminação de clientes e funcionários desses locais. E sobretudo nas próximas etapas da flexibilização do distanciamento social, quando mais pessoas circularão nas cidades”, recomenda o estudo em sua conclusão.

Assinado por Ivanovitch Silva, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica e de Computação (PPgEEC/UFRN), Luciana Lima, do Departamento de Demografia e Ciências Atuariais (DDCA/UFRN), Gisliany Alves (PPgEEC/UFRN) e Marcel Ribeiro-Dantas (Instituto Curie), a íntegra do artigo pode ser conferida aqui.

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