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Polêmica
Decisão sobre retorno das aulas não passou pelo Conselho Superior do IFRN
Conselheiros afirmaram, em nota divulgada nesta quinta-feira (13), que foram impedidos de discutir tema
Redação
13/08/2020 | 18:19

Em nota publicada nesta quinta-feira (13), os membros do Conselho Superior do IFRN afirmaram que a decisão de retorno – remoto – das aulas do instituto não passou pela aprovação do colegiado.

A autorização através de uma resolução foi publicada pelo Ministério da Educação na quarta (12). O documento foi assinado pelo reitor temporário da instituição, Josué Moreira, sujeito à aceitação posterior por parte do conselho. Os membros criticaram a iniciativa e consideraram que a resolução não aponta como a retomada vai ocorrer nos campi, nem como a instituição atenderá os estudantes em vulnerabilidade social.

O Conselho Superior afirmou que foi impedido de organizar reuniões para debater sobre a retomada das atividades, por tempo indeterminado. “Nessa reunião interrompida, também aconteceria o debate sobre a minuta do Programa de Auxílio Digital aos estudantes, proposta pelos Diretores-Gerais Pro Tempore, porém eleitos pela comunidade, dos campi da instituição. Essa minuta prevê bolsas aos discentes em situação de vulnerabilidade social, para aquisição de equipamentos (R$ 1.300,00 por aluno) ou bolsa para o pagamento de plano de dados de internet (até R$ 100,00 mensal)”, informaram os conselheiros”, afirma a nota.

“Nesse momento, o Conselho Superior, os Diretores-Gerais e os Diretores Acadêmicos estão coesos e entendem que as comissões de calendário e de diretrizes pedagógicas para as atividades acadêmicas remotas devem ser compostas por Diretores Acadêmicos, Equipe Técnico- Pedagógica, Assistentes Sociais e Discentes. Esse formato foi definido no âmbito do Comitê de Ensino e não corresponde ao modelo imposto pela Gestão Pro Tempore. O modelo proposto pelos colegiados são os que possuem condições de apresentarem uma proposição de retorno e submeterem-na ao Conselho Superior de forma a atender aos alunos com o menor prejuízo possível e evitando a ampliação da exclusão que o Ensino Remoto Emergencial poderia causar”, diz ainda a nota.

Polêmica

Nesta semana, um protesto feito por estudantes do IFRN terminou em tumulto na reitoria da instituição. Policiais militares usaram spray de pimenta e entraram em confronto físico com alguns alunos, que pediam um posicionamento sobre o retorno das aulas. A manifestação também foi contra o reitor interino, Josué Moreira, que está no cargo por intervenção do governo federal.

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