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Saúde
Da Itália, natalense relata medo por avanço do coronavírus
Moradora de Neópolis, Ana Beatriz, de 19 anos, está hospedada a poucos metros de um hospital onde dois casos diagnosticados estão internados
Redação
27/02/2020 | 02:00

Com passagem de volta para Natal marcada para este domingo às 12 horas pelo horário italiano (8 horas em Brasília), a natalense Ana Beatriz Fortunato de Oliveira, a Bia, de 19 anos, de Neópolis, vive um dilema.

Desde o último dia 28 de novembro em viagem pela Itália, paga por familiares radicados naquele país, seu porto seguro tem sido, ironicamente, um sobrado em Magenta, uma comuna da região da Lombardia, na província de Milão, um dos epicentros do coronavírus no país e a poucos metros do hospital onde estão internados dois casos clinicamente diagnosticados.

“Aqui, as ruas estão vazias, ninguém sai de casa, mas a minha viagem está confirmada”, diz Bia, que pode avistar o hospital de Legnano da janela de seu quarto.

Com cerca de 23 mil habitantes, Magenta é um povoado deserto. Na última segunda-feira, conta Bia, as famílias promoveram uma corrida aos mercados para estocar comida e se trancaram em casa.

“Desde então, não se vê uma viva alma nas ruas”, reporta Bia, cujos planos de assistir o famoso Carnaval de Veneza foram por água abaixo depois que o governo italiano cancelou os dois últimos dias da festa para tentar conter o avanço da epidemia de coronavírus.

A dúvida dela agora é se poderá desembarcar em Lisboa (escala) em função de sua procedência ou se será retida pelas autoridades portuguesas para exames.

A Itália é o único país europeu a confirmar 12 mortes e 400 casos até esta quarta-feira por Covid-19, a terminologia usada para a doença causada pelo coronavírus. Alguns deles justamente oriundos da região da Lombardia e outra em Veneto, ambas no norte do país – onde está Bia.

Nesta quarta-feira (26), começo da noite lá e às 15 horas daqui, Beatriz contou por telefone ao Agora RN que a maioria das pessoas na região é orientada a partir de grupos de WhatsApp e pelo site oficial das autoridades sanitárias italianas.

Desde que os casos começaram com mais intensidade na Itália, a mãe de Beatriz, Helen, liga várias vezes por dia para a filha. “O pessoal em casa quer que eu saia rapidamente daqui e eles estão muito preocupados se, no fim das contas, eu conseguirei embarcar sem ser parada”, diz ela.

O primeiro caso de infecção por coronavírus no Brasil chegou da Itália no último dia 21 e esteve justamente na Lombardia, a trabalho, entre os dias 9 e 21 de fevereiro, região mais afetada pelo contágio.

Ele deu entrada dia 25 no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, com sintomas de ter sido afetado pela Covid-19 — febre, tosse seca, dor de garganta e coriza.

Os demais passageiros que estavam no voo que veio da Itália, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), serão procurados para que se submetam a exames.

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