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Desastre
CPI ouve nesta terça (18) secretários estaduais de meio ambiente sobre manchas de óleo
Praias, mangues, rios e áreas de proteção ambiental de ao menos 130 municípios de 11 estados foram afetados por fragmentos ou manchas de petróleo cru desde 30 de agosto
Redação
17/02/2020 | 14:57

Secretários da área de meio ambiente de estados atingidos pelas manchas de óleo no litoral nordestino serão ouvidos nesta terça-feira (18) pela CPI que apura as circunstâncias do desastre. O Agora RN ainda apura se o Governo do Rio Grande do Norte enviará representante para o encontro.

A audiência atende a um pedido do deputado João H. Campos (PSB-PE). O parlamentar destaca que, em face da gravidade do desastre ambiental e social causado pelo derramamento de óleo em toda a região costeira do Nordeste brasileiro, o colegiado tem a obrigação de empreender um trabalho de investigação amplo e consistente tecnicamente.

“Para subsidiar esse trabalho, é fundamental que os titulares das secretarias estaduais de meio ambiente dos estados atingidos prestem depoimento a esta CPI. Eles poderão relatar com detalhes qual é a situação de cada unidade federada desde que o óleo começou a surgir nas praias, as medidas efetivadas e os problemas ocorridos”, afirma Campos.

IMPACTO
Um balanço divulgado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no fim de janeiro apontou que o número de localidades atingidas por óleo chegou a 1.013.

Praias, mangues, rios e áreas de proteção ambiental de ao menos 130 municípios de todos os nove estados do Nordeste, do Espírito Santo e do Rio de Janeiro foram afetados por fragmentos ou manchas de petróleo cru desde 30 de agosto. O Piauí é a única unidade federativa atingida que não tem mais vestígios visíveis da substância.

O balanço também indica que 382 localidades ainda têm fragmentos visíveis de óleo e 631 são consideradas “limpas”. Para o Ibama, uma localidade equivale a uma área de até um quilômetro de extensão.

A primeira mancha de óleo foi oficialmente identificada em 30 de agosto, no município de Conde, na Paraíba. Quatro dias depois, o material foi encontrado no segundo Estado, Pernambuco, na Ilha de Itamaracá. Em 1º de outubro, a Bahia foi o nono e último Estado do Nordeste a receber óleo, com a primeira mancha identificada na Mata de São João. Por fim, fragmentos são encontrados no Espírito Santo, desde 7 de novembro, e no Rio de Janeiro, desde 22 de novembro.

Ao todo, foram retiradas mais de 4,5 mil toneladas de petróleo e itens contaminadas com o óleo, tais como baldes e equipamentos de proteção.

INVESTIGAÇÃO
A origem da substância ainda é desconhecida. Análises do óleo realizadas pela Petrobras, pela Marinha e por universidades do Nordeste indicaram que o material tem assinatura venezuelana, uma mistura de três campos de exploração no país. O regime de Nicolás Maduro nega culpa pelo desastre ambiental.

A principal suspeita é que o óleo tenha sido lançado ao mar a partir de uma embarcação. Investigações sugerem que o início do vazamento tenha sido julho de 2019, a cerca de 40 quilômetros da costa nordestina. Não há conclusão sobre a principal embarcação suspeita.

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