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Pandemia
Coronavírus é mais perigoso que gripe suína, mas menos letal que Sars
Vírus pode ter chegado ao Brasil, que já possui três casos suspeitos.
Uol
29/01/2020 | 10:56

Um novo tipo de coronavírus, que já deixou dezenas de mortos e milhares de infectados, tem apresentado focos pelo mundo e pode ter chegado ao Brasil, que já possui três casos suspeitos. Com características de proliferação de uma gripe, o vírus, é mais preocupante, por exemplo, do que o H1N1, conhecido como gripe suína, mas menos letal que o Sars, segundo especialista ouvida pelo UOL.

Por ser uma mutação nova, ainda se sabe muito pouco sobre o 2019-nCoV, como é conhecido o coronavírus. Mesmo assim, ele tem ficado no foco de análises, que o comparam a casos passados.

A família coronavírus chamou atenção do mundo nas duas últimas décadas com duas epidemias: do Sars (Síndrome Respiratória Aguda Severa), que matou 774 pessoas e infectou mais de 8 mil em 2003; do Mers (Síndrome Respiratória do Oriente Médio), que matou 858 de apenas 2.500 pessoas infectadas em 2012 no Oriente Médio; Em uma análise com os dados disponíveis sobre o coronavírus, a infectologista Rosana Ritchmann, do Departamento de Infectologia do Hospital Emílio Ribas, diz que ele tem se mostrado menos letal que outros, mas é preocupante por mostrar uma capacidade de proliferação muito maior, tendo em vista o número de casos de infectados.

Até o momento, há confirmação de pouco mais de mais de 130 mortes em um universo de cerca de 5.500 infectados na China, onde começaram os primeiros relatos.

A especialista diz que “o que está chamando atenção é a transmissão de pessoa para pessoa”. “A elevação diária de números relatados é grande, e a disseminação para outros países tem sido muito rápida”, aponta Ritchmann.

Por seu comportamento, o coronavírus é mais preocupante, por exemplo, que o H1N1, a gripe suína, diz a especialista. “O risco por morte com H1N1 é bem menor do que o [novo] coronavírus.” Ritchmann explica que o coronavírus tem se proliferado antes de aparecerem os sintomas, o que dificulta no combate e no isolamento.

“A transmissão é por via respiratória. A gente precisa conhecer melhor, mas estima que o período de incubação [sem mostrar sintomas] seja de dois dias a uma semana. Isso significa que muitos casos ainda vão aparecer na China até que haja uma estabilização”, avalia.

Apesar da proliferação rápida, a especialista aponta que o número de mortes por coronavírus é inferior ao registrado por outros vírus. “O Sars chegou a cerca de 10% [de mortes], enquanto o Mers levou a óbito por volta de 35% dos infectados no Oriente Médio, é muito alto”, afirma. “O atual [coronavírus] tem uma capacidade muito menor [até o momento, cerca de 3%].”

Confira o perfil das doenças virais que se tornaram epidemias nas últimas décadas:

2019-nCoV (coronavírus)

Transmissão: ainda não se sabe exatamente, mas se dá por via respiratória entre humanos

Vetores: ainda não foi confirmado

Sintomas: ainda sendo estudados.

Sars/Mers

Transmissão: contato com animais e via respiratória entre humanos

Vetores: morcegos, camelos e dromedários

Sintomas: dor de cabeça, febre, tosse seca, insuficiência respiratória, calafrios e dores musculares.

H1N1 (Gripe suína)

Transmissão: contato com animais e via respiratória entre humanos

Vetores: porcos Sintomas: febre, dor no corpo, dor de cabeça, tosse seca, calafrios e dor na garganta H5N1 (Gripe aviária)

Transmissão: contato com animais e via respiratória entre humanos Vetores: aves

Sintomas: febre, dor no corpo, dor de cabeça, tosse seca, calafrios e dor na garganta.

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