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Prevenção
Coronavírus ainda não altera rotina dos setores público e privado no RN
Apesar da decretação de pandemia pela Organização Mundial de Saúde, primeiras providencias ainda são tímidas e se resumem a lavar as mãos
Redação
12/03/2020 | 05:00

As medidas drásticas de contenção do coronavírus adotadas na Europa e nos Estados Unidos, mesmo antes da decretação de pandemia mundial pela Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta quarta-feira (11), ainda não bateram na porta de instituições públicas e empresas privadas no Rio Grande do Norte.

Nesta quarta-feira, um consultor de Natal, que pediu para não ser identificado, disse ao Agora RN que em todas as empresas com as quais mantêm relacionamento ainda não acordam para o problema do Covid-19. “A reação é zero”, resumiu.

O presidente da Federação da Agricultura do RN, José Vieira, com uma rotina de quatro viagens semanais a Brasília, onde ocupa um cargo na diretoria da Confederação da Agricultura do Brasil (CNA), contou que só conseguiu perceber uma mudança tênue no aeroporto de Brasília em relação à agora decretada pandemia. “Nos banheiros, além do ar quente para enxugar as mãos, estão disponibilizando toalhas de papel, o que não havia antes”, relatou. “Fora disso, até as pessoas com aquelas máscaras hospitalares são raras de ver”, acrescentou.

A Federação da Indústria (Fiern), que reúne no mesmo prédio em Natal a atividade de dezenas de sindicatos patronais, respondendo a contato do Agora RN, explicou que tem adotado medidas preventivas, com orientação aos seus colaboradores, a respeito de como se proteger do coronavírus.

Em nota, a entidade afirma que foram produzidas e são veiculadas, diariamente, por meio de comunicação interna, peças publicitárias com mensagens identificadas com as orientadas pela Organização Mundial Saúde, Ministério da Saúde e Secretaria Estadual de Saúde.

O material reforça os cuidados que precisam ser adotados para evitar o contágio e põe à disposição dos funcionários máscaras e álcool em gel, além de monitorar informações e recomendações das autoridades de saúde pública para gerenciar a necessidade de eventuais medidas mais rigorosas.

Ao responder a mesma consulta, uma fonte qualificada da Federação do Comércio (Fecomercio) disse apenas que as orientações para colaboradores são que mantenham as mãos limpas e usem sem economia o álcool em gel.

A Companhia Docas do RN, que administra os terminais portuário e turístico, informou que cumpre todos os protocolos de prevenção ao coronavírus juntamente com a equipe da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Entre eles, estão avisos sonoros na estação de passageiros, com orientações em inglês e português, sobre a importância da lavagem das mãos, prevenção e sintomas da doença.

“Todos os funcionários da Codern envolvidos na operação do navio estão utilizando luvas e máscara e até mesmo a imprensa que está fazendo a cobertura no local”, acrescenta em nota.

No Tribunal de Justiça, a informação da assessoria de comunicação é que uma campanha educativa de prevenção ao coronavíros já está sendo preparada junto ao departamento médico e deve ganhar o público interno nos próximos 10 dias. Por enquanto, só álcool em gel está sendo distribuído aos servidores.

Da mesma forma, no Ministério Público Estadual (MPE), os servidores estão recebendo uma cota extra de frascos de álcool em gel que já havia disponível nos estoques do almoxarifado. Nenhuma outra medida de caráter administrativo foi tomada.

“Nada mudou, só estamos lavando mais as mãos”, conta o promotor Wendell Beetoven.

Na Câmara Municipal, uma reunião está programada para esta quinta-feira, 12, para discutir providências iniciais, mas todas ainda relacionadas a aspectos básicos da prevenção, como distribuição de álcool em gel para os funcionários nos gabinetes.

A presidente local da Associação das Agência de Viagem, Michele Pereira, pediu para que todas as pessoas com viagens marcadas busquem orientação profissional de agentes, cujas informações são abastecidas diretamente das companhias aéreas e dos hotéis e receptivos ao redor do mundo.

“Neste momento grave, a informação correta e procedente é a melhor arma para se proteger do coronavírus”, afirmou Michele.

Já as companhias com ação na Bolsa de Valores devem informar os eventuais efeitos do coronavírus em suas demonstrações financeiras e analisar cuidadosamente a necessidade de divulgação de fato relevante relacionado a seus impactos.

Essa é a orientação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em ofício divulgado nesta quarta-feira (11) como resposta ao avanço da epidemia e de seus reflexos nos mercados de capitais internacionais e brasileiro. Entre os alertas, a autarquia pede especial atenção a eventos ligados à continuidade dos negócios e estimativas.

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