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Bem estar
Controle glicêmico é decisivo para pessoas com diabetes evitarem maior gravidade da Covid-19
Nutricionista dá dicas de alimentação para aumentar imunidade e facilitar controle do açúcar no sangue.
Redação
30/06/2020 | 15:57

A diabetes é a comorbidade mais comum entre as pessoas que morreram com coronavírus no Rio Grande do Norte, de acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde. Pelo menos 28% dos pacientes com condição pré-existente eram diabéticos. Por isso, em um momento em que as autoridades do estado e do país começam a falar em reabertura das atividades econômicas, as pessoas com diabetes precisam redobrar atenção, por causa da possibilidade de maior exposição sua ou de familiares com quem convivem.

De acordo com as autoridades em saúde, pessoas com diabetes não têm mais risco de serem infectadas que outras, mas sim de apresentar maior gravidade da Covid-19. Porém, o risco de complicações é muito menor ou quase igual ao de pacientes sem diabetes se os níveis de açúcar no sangue estiverem controlados. A recomendação da Sociedade Brasileira de Diabetes é ter os cuidados preventivos da população geral e manter a glicemia (glicose sanguínea) controlada, em níveis normais e estáveis.

As formas de controle da glicemia são através das medicações, atividade física e alimentação saudável. De acordo com a nutricionista Tathianne Cortez, especialista em nutrição clínica que atende pacientes com diabetes, não existem alimentos milagrosos, quando o assunto é controle da glicemia, mas ela pode ser balanceada com um conjunto de fatores.

“A regra geral é manutenção de uma dieta saudável e adequada às suas necessidades nutricionais. O objetivo é que ela forneça os nutrientes e compostos bioativos para garantir o bom funcionamento do corpo (incluindo a imunidade), proporcione uma baixa resposta glicêmica, evitando picos de hiper ou hipoglicemia, e favoreça a manutenção de um peso saudável”, explica.

De acordo com Tathianne Cortez, os aspectos individuais precisam ser levados em conta, como condição de saúde do paciente, tratamentos medicamentosos, aspectos sociais, econômicos e culturais e até mesmo o contexto familiar. “Tudo isso interfere na adesão aos tratamentos médico e nutricional, e implicam diretamente no controle glicêmico, tão necessário diante do contexto em que nos encontramos”, aponta.

Apesar disso, a nutricionista aponta algumas dicas que podem ser aproveitadas por todos, para facilitar o controle glicêmico. Confira:

  • Priorizar como base da alimentação alimentos in natura ou minimamente processados (legumes, fruta, grãos, raízes e oleaginosas)
  • Consumir de 3 a 4 porções de frutas e 2 porções de verduras ao dia, lembrando de variar os tipos e cores. Acrescente pelo menos um vegetal verde ao dia.
  • Preferir carnes magras, leites e derivados desnatados.
  • Evitar alimentos açucarados ou que tenham adição de açúcar.
  • Consumir alimentos integrais ou fontes de fibra (arroz integral, aveia, chia, linhaça, pão integral)
  • Utilizar pequenas quantidades de óleos, gordura e sal nas refeições. Evitando frituras, manteiga, margarina e banha. Preferir óleos vegetais como azeite de oliva extravirgem ou óleo de canola.
  • Reforçar a ingestão de líquidos ao longo do dia para se manter hidratado. Principalmente os idosos.
  • Procurar se alimentar com regularidade, evitando longos períodos de jejum.
  • Ter boas noites de sono.
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