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Saúde
Família consegue UTI em Parnamirim após 3 dias, mas não leva paciente por falta de ambulância
Homem de 52 anos está internado na UPA Nova Esperança, em Parnamirim, desde segunda-feira após sofrer um infarto. Ele já tem leito assegurado no Hospital Rio Grande, mas não foi transferido por falta de transporte adequado
Redação
24/07/2020 | 08:28

A pandemia da Covid-19 não tem afetado apenas os que contraem o novo coronavírus. Por causa do aumento da demanda no sistema de saúde, pacientes com outras doenças também sofrem os efeitos da superlotação nos hospitais. É o caso de Cláudio Pereira de Lima, de 52 anos, morador de Parnamirim.

De acordo com a família, o paciente está internado desde o início da semana na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Nova Esperança, aguardando um leito de tratamento intensivo (UTI). Na segunda-feira (20), ele teve um infarto agudo do miocárdio e, desde então, aguarda por maiores cuidados na ala semi-intensiva da UPA.

“Ele começou a passar mal às 13h40 de segunda. Levamos ele para a UPA e ele passou o dia inteiro lá passando mal. Às 22h, ele infartou e depois passou a madrugada inteira sentindo dor. Chegaram a aplicar 12 doses de morfina. Então, começamos a procura por um leito de UTI”, conta Jonathan Lima, um dos filhos.

A equipe médica da UPA informou à família que o quadro de saúde de Cláudio Lima agora é “estável”, mas que ele precisa ser transferido para uma UTI para fazer um cateterismo, procedimento para identificar obstruções nas artérias e garantir o fluxo sanguíneo para o coração.

Nesta quinta (23), após três dias de espera, a família conseguiu um leito de UTI para Cláudio Lima no Hospital Rio Grande, por meio da regulação da Secretaria Estadual de Saúde (Sesap). Quase 24 horas depois, ele não foi transferido ainda, contudo, por falta de ambulância.

“Nos informaram que ele precisa ser transferido por uma UTI-ambulância, mas que só existem duas no Rio Grande do Norte atualmente: uma está em Caicó e outra está atendendo pacientes com Covid-19”, diz o filho.

De acordo com o Governo do Estado, o tempo médio de espera por uma ambulância na rede estadual de saúde era de cerca de 10 horas até o início deste mês. Para diminuir esse tempo, a Secretaria de Saúde contratou uma empresa para fornecer temporariamente mais seis ambulâncias para fazer o transporte sanitário de pacientes em estado grave. O contrato foi fechado por seis meses pelo valor de R$ 1,4 milhão. Além disso, existem as ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Nenhuma delas foi buscar o paciente na UPA desde esta quinta.

Atualização

Após 24 horas de espera, o paciente foi transferido na manhã desta sexta-feira. Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) explicou que a a transferência do paciente demorou porque a remoção “não tinha urgência”.

A pasta informou que, com a assistência na UPA após o infarto, “já havia ultrapassado o tempo para trombólise, conhecido como delta T”. “Nesse sentido, é considerado um CAT eletivo (cateterismo que não demanda urgência)”, informou a secretaria.

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