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Transferência
Após 24 horas de espera, família consegue ambulância e transfere paciente para UTI
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), a transferência do paciente demorou porque a remoção “não tinha urgência”.
Redação
24/07/2020 | 10:58

A família de Cláudio Pereira de Lima, de 52 anos, finalmente conseguiu transferir o paciente para um leito de tratamento intensivo. Após quatro dias de espera, uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) removeu o homem da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Nova Esperança, em Parnamirim, para o Hospital Rio Grande, em Natal. A transferência aconteceu na manhã desta sexta-feira (24).

Vítima de um infarto agudo do miocárdio, Cláudio Lima estava internado na UPA desde segunda-feira (20). “Ele começou a passar mal às 13h40 de segunda-feira. Levamos ele para a UPA e ele passou o dia inteiro lá passando mal. Às 22h, ele infartou e depois passou a madrugada inteira sentindo dor. Chegaram a aplicar 12 dores de morfina. Então, começamos a procura por um leito de UTI”, conta Jonathan Lima, um dos filhos.

A equipe médica da UPA informou à família que o quadro de saúde de Cláudio Lima era “estável”, mas que ele precisava ser transferido para uma UTI para fazer um cateterismo, procedimento para identificar obstruções na artéria e garantir o fluxo sanguíneo para o coração.

Na quinta (23), após três dias de espera, a família conseguiu um leito de UTI para Cláudio Lima no Hospital Rio Grande, por meio da regulação da Secretaria Estadual de Saúde (Sesap). Quase 24 horas depois, contudo, ele não tinha sido transferido por falta de uma ambulância.

“Nos informaram que ele precisa ser transferido por uma UTI-ambulância, mas que só existem duas no Rio Grande do Norte atualmente: uma está em Caicó e outra está atendendo pacientes com Covid-19”, diz o filho.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), a transferência do paciente demorou porque a remoção “não tinha urgência”. Em nota, a pasta informou que, com a assistência na UPA após o infarto, “já havia ultrapassado o tempo para trombólise, conhecido como delta T”. “Nesse sentido, é considerado um CAT eletivo (cateterismo que não demanda urgência)”, informou a secretaria.

Até a publicação desta reportagem, o quadro de saúde de Cláudio Lima segue estável.

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