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Curada
Ao vencer Covid-19, potiguar de 91 anos deixa hospital depois de 13 dias internada
Maria Lopes é cardiopata e ficou quase uma semana na UTI; no último domingo (24), o Agora RN acompanhou a longa espera da paciente para ser transferida a uma Unidade de Terapia Intensiva do Hospital da Polícia
Felipe Salustino
30/05/2020 | 13:21

Foram momentos de angústias, medos e incertezas. Entretanto, depois de 13 dias a história da aposentada Maria Lopes, de 91 anos, fecha um ciclo com final feliz. Por volta das 12h deste sábado (30), ela teve alta do Hospital da Polícia, após se recuperar da infecção provocada pelo novo coronavírus (Covid-19).

No domingo (24), o portal Agora RN acompanhou a longa espera de dona Maria para ser transferida a uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Polícia em Natal. Uma espera que durou quase 24h.

O neto de dona Maria, o engenheiro civil Fagner Miguel, conta que os primeiros sintomas da infecção apareceram no último dia 14. Ela foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Macaíba, na região Metropolitana de Natal, no dia 17, onde foi internada com suspeita da doença.

“Foi um período difícil, porque quando minha avó deu entrada na UPA, a gente não tinha noção de qual seria o quadro dela. O primeiro impacto foi quando o médico disse que ela ia precisar ficar em observação, ou seja, não ia voltar para casa”, conta Fagner. Segundo ele, dona Maria teve queda brusca de pressão e apresentou febre.

“Foi muito angustiante quando a gente soube que ninguém da família ia poder ter contato com ela. A partir dali, nós não tínhamos noção de como minha avó sairia do hospital”, descreveu.

Longa espera por uma UTI

Segundo Fagner, o médico que acompanhava a idosa orientou que ela fosse transferida para uma UTI. Além da idade avançada, dona Maria é cardiopata, fatores que poderiam agravar o quadro da paciente. Mas a família esbarrou em um problema: a dificuldade em encontrar leitos disponíveis.

Foi aí que Fagner e os parentes optaram por entrar na Justiça para reivindicar um leito. No último sábado (23), a família conseguiu na Justiça uma liminar que autorizava a transferência naquele mesmo dia, mas isso não aconteceu.

Segundo o engenheiro, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) da Região Metropolitana alegou que não estava com ambulâncias disponíveis para a transferência. Somente por volta das 15h do domingo (24), a paciente foi levada ao Hospital da Polícia, em Natal.

Alívio e agradecimentos

A fé foi a maneira que a família de dona Maria encontrou para enfrentar a situação. Por isso, parentes e amigos se uniram em uma corrente de oração. Fagner destacou a determinação da avó em se recuperar da doença e fez questão de agradecer aos profissionais que acompanharam a internação.

“Minha avó é uma guerreira. Ela conseguiu se recuperar de uma doença que ninguém conhece, de fato, a origem. Faço questão de agradecer a toda equipe da UPA de Macaíba: da diretoria, passando por toda a equipe de enfermagem, até o pessoal do serviço social. Também quero agradecer ao nosso advogado, que conseguiu, através da Justiça, um leito de UTI”, disse.

“Tem ainda a equipe do Hospital da Polícia. Dos médicos à enfermagem, esses profissionais são verdadeiros heróis que enfrentam a guerra sem perder o amor e a humanidade. Não temos palavras para agradecer”.

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