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Cuide-se
Tem bafo ao acordar? Você pode estar combatendo ele da forma errada
Num futuro próximo, a causa do mau hálito matinal poderia ser, justamente o que utilizamos para combatê-lo agora.
Por Redação
23/11/2017 | 18:30

Nosso corpo é composto por trilhões de microrganismos, alguns deles vivendo em nossa boca, um local úmido e ideal para sua proliferação. Enquanto dormimos, nossas bocas, por vezes, secam, o que pode matar algumas bactérias ‘do bem’ e as nem são tão boas assim, produzindo um gás. É justamente isso que causa o ‘bafo matinal’.

Porém, há algo capaz de resolver este problema: um grupo de bactérias chamado de Streptococcous salivarius K12. Segundo os cientistas, esta cepa de bactérias poderá, em breve, ser colocada em recipientes ou spray e ser usada com uma mistura de probióticos para combater as bactérias que causam o mau hálito.

O delicado equilíbrio dos micróbios que vivem dentro de cada um de nós, chamado de microbioma, ajuda a manter nosso corpo funcionando. Infelizmente, as coisas que fazemos – como tomar antibióticos, por exemplo – podem acabar com muitos desses micróbios benéficos, desequilibrando este microbioma.

Susan Perkins, uma das curadoras de uma exposição recente do Museu Americano de História Natural, nos EUA, focada no microbioma, disse em entrevista ao site Business Insider que, talvez, as pessoas utilizem essas bactérias para tratar o hálito ruim (halitose) dentro de um ano.

Um estudo feito com 23 pessoas com halitose, em 2006, descobriu que aquelas que receberam pastilhas de S. salivarius K12 tinham níveis mais baixos de mau hálito. Os participantes foram divididos em dois grupos. Um dos grupos utilizava enxaguatório bucal antimicrobiano, sendo que o grupo usava um placebo, em seguida, e outro usava S. salivarius K12. Eles verificaram que a adição de bactérias reduziu os níveis de mau hálito de forma muito mais efetiva.

Idealmente, este probiótico poderia ser usado no lugar de enxaguantes bucais que matam todas as bactérias – boas e más – da boca. Andrea Azcarate-Peril, diretor do Núcleo de Investigação do Microbioma, da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, disse que antissépticos bucais e desinfetantes para as mãos estão sendo usados em excesso, fazendo mais mal do que bem. “Estamos limpos demais”, disse ela.

Porém, os probióticos também não são uma solução perfeita, ainda. O conhecimento sobre as bactérias em nosso corpo é mínimo, sem conhecimento sobre a reação de probióticos em cada pessoa.

Além disso, os probióticos ainda não são regulados pela FDA (órgão de fiscalização de saúde e alimentos dos EUA) ou pela ANVISA, por isso, é um pouco complicado saber se as pessoas que tomam suplementos estão realmente certas. Mesmo assim, a indústria de probióticos está em expansão. A esperança é que, eventualmente, o uso de probióticos seja benéfico para várias formas de tratamento, indo do câncer ao mau odor corporal, disse Perkins.

 

 

Fonte: Jornal Ciência

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