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Ação
Semana da Prematuridade da MEJC contará com rodas de conversas e ações itinerantes
Resultados da Pesquisa Nascer Brasil apontam que a taxa no país está estimada em 11,5% do total de nascimentos.
Redação
16/11/2018 | 16:59

Para chamar a atenção da sociedade sobre como prevenir o parto prematuro e lidar com bebês nascidos precocemente, a Maternidade Escola Januário Cicco da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (MEJC-UFRN), vinculada à Rede Ebserh realiza na próxima segunda-feira, dia 19, a Semana da Prematuridade. A ação acontece em alusão ao Dia Mundial da Prematuridade, comemorado no dia 17 de novembro.

Anualmente, 15 milhões de crianças nascem prematuras no mundo. Resultados da Pesquisa Nascer Brasil apontam que a taxa de prematuridade no país está estimada em 11,5% do total de nascimentos. Isso representa cerca de 345 mil crianças de um total aproximado de 3 milhões de nascimentos, colocando o Brasil em 10º lugar no ranking da prematuridade. Na MEJC cerca de 30% dos bebes que nascem, são prematuros.

É o caso de Maria Júlia, que nasceu aos 6 meses de gestação, com 630g e está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal da MEJC há 02 meses. O parto teve que ser feito às pressas porque a mãe teve pré-eclâmpsia devido a hipertensão gestacional. A mãe, Carla, relata que ver a filha tão pequena e já lutando pela vida não é fácil, mas a rotina diária do hospital fica mais fácil quando não falta apoio e amor. “Por mais dor que eu sinta no coração, aqui eu tenho orientação e carinho. Todos os dias a equipe explica o que está acontecendo, fala da situação da minha filha, me sinto acolhida e segura”, comenta.

Na MEJC o acompanhamento continua depois que o bebe deixa a UTINeonatal e até mesmo depois que ele recebe alta da maternidade, pois ele vai precisar durante um bom tempo de cuidados especiais, e algumas vezes podem ter consequências na sua saúde por um longo tempo que necessitam desses cuidados”, é o que diz a médica neonatologista da MEJC, Nívia Arrais.

“São bebes que nasceram antes do tempo e não foi possível o desenvolvimento completo e adequado, sendo o acompanhamento necessário, para detecção precoce de alterações e indicação de intervenções, muitas vezes de uma equipe multiprofissional, para um melhor desenvolvimento”, afirma.

Foi assim com o pequeno Cauã que deixou a UTI tem 10 dias e já consegue respirar sem a ajuda de aparelhos, mas mesmo assim continua na MEJC até conseguir ganhar mais peso e receber a alta hospitalar, no momento encontra-se na Unidade Canguru, local onde ele tem um contato mais próximo com a mãe, em seguida ele será assistido regularmente pela equipe especializada do ambulatório.

“O bebe quanto mais prematuro, mais demora a ter uma maturidade adequada, o tempo que ele deveria estar na barriga da mãe, praticamente é o tempo que ele passa se recuperando, amadurecendo, ou até mais. Para a família é uma rotina completamente diferente, um mundo novo que precisa de atenção e cuidado”, completa a especialista.
A programação da Semana de Prematuridade da MEJC se estende até a sexta-feira, dia 23, com a realização de palestras, rodas de conversas, stand informativo e ações itinerantes com os profissionais, mães e familiares de bebês prematuros.

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