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Alerta
O que é a bronquiolite, doença que assusta pais e lota UTIs infantis no inverno
Bebês que são prematuros extremos são os mais vulneráveis aos vírus que causam bronquiolite e devem receber o medicamento contra o VSR
Por Redação
11/05/2017 | 18:00

“Os primeiros três dias na UTI assustam muito, você pensa que seu filho vai morrer. O bebê é entubado, as coisas apitam o tempo inteiro. Até sair do quadro mais grave é desesperador”, disse à BBC Brasil.

“Agora dá uma melancolia, quero muito ir embora daqui. É Dia das Mães domingo e acho que não vou estar em casa.”

Quando Laila foi internada na UTI do Hospital Infantil Sabará, em São Paulo, todos os leitos estavam ocupados por crianças que, como ela, sofriam de bronquiolite viral – uma inflamação dos menores tubos que, dentro dos pulmões, levam o ár aos alvéolos, onde ocorre a troca de oxigênio por gás carbônico.

Surtos da doença ocorrem todos os anos nos meses de outono e inverno no Brasil, principalmente em bebês de até 2 anos de idade. Mas, este ano, UTIs de hospitais em São Paulo e em Campinas já estão lotadas. Em outras capitais brasileiras, há aumento da procura por assistência médica.

O principal responsável pela doença é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que pode causar desde sintomas de uma gripe leve até um quadro grave de dificuldade respiratória.

“É um vírus muito, muito comum. Para você ter uma ideia, 100% das crianças vão ter VSR até os dois anos de idade. A maioria não fica tão doente como se imagina vendo as notícias”, disse à BBC Brasil o pediatra e pneumologista Marcus Jones, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), autor de estudos sobre o vírus.

“Geralmente é uma doença muito leve. A criança tem coriza (nariz escorrendo) e um pouco de chiado no peito, mas fica bem em sete a 14 dias. Mas cerca de 2% delas têm dificuldade de respirar e precisam ser hospitalizadas.”

‘Velho conhecido’

A bronquiolite não é uma doença de notificação compulsória (obrigatória) de acordo com o Ministério da Saúde. Como a maior parte dos casos provocados pelo VSR não chega a ser grave, o teste para identificar o vírus também não está disponível na maioria dos hospitais. Por isso, secretarias municipais e estaduais não têm dados que possam confirmar o aumento de internações.

Especialistas entrevistados pela BBC Brasil dizem, no entanto, que os casos mais sérios ainda estão dentro do esperado para a época, ainda que a percepção seja de que há mais crianças afetadas do que no ano passado.

“A um ano de explosão de casos geralmente se segue um ano com um número menor, e assim por diante. É possível prever que no ano que vem os casos não serão tão numerosos como agora. Esse vírus é conhecido dos pediatras há décadas, e estamos acostumados com essa oscilação”, disse à BBC Brasil o pediatra Paulo Augusto Moreira Camargos, presidente do Departamento Científico de Pneumologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

 

 

Fonte: BBC

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