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Perigo
Grave: Mulher quase perde as pernas depois de raspar a virilha
Nos últimos quatro anos, ela passou por 21 operações para melhorar a aparência de sua pele
Por Redação
03/05/2017 | 22:00

Em 2012, Dana Sedgewick, de 44 anos, de Sheffield, quase morreu ao depilar sua virilha com uma lâmina.  Dois dias após a raspagem, ela começou a sentir tonturas e náuseas. Ao procurar um hospital, os médicos receitaram antibióticos para combater uma suspeita de infecção.

Naquele mesmo dia, sua filha mais velha, Megan, a viu deitada na cama, com uma mancha vermelha nas pernas. Ao retornar no hospital, os médicos disseram que seu estado era grave e que ela precisava de novos exames. Os especialistas removeram a maior parte da pele podre, mas ela desenvolveu sepse durante o procedimento. Dana foi colocada em coma e tinha apenas poucas chances de sobreviver, já que seus rins e seu coração pararam quatro vezes.

Seu caso era tão grave que uma ambulância foi chamada, e Dana foi levada às pressas para a unidade de trauma no Hospital Geral do Norte em Sheffield, onde os médicos diagnosticaram-na com fasciíte necrosante. A condição faz com que as bactérias liberem toxinas que atacam o tecido macio circunvizinho, e podem ser causadas por um corte ou um risco menor. “Quando cheguei ao hospital, minhas pernas estavam cobertas de carne negra e podre”, contou.

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Durante a cirurgia, ela desenvolveu sepse e tinha uma pequena chance de sobrevivência. O assassino silencioso ataca quando uma infecção, como o envenenamento do sangue, provoca uma resposta imune violenta em que o corpo ataca seus próprios órgãos. Para aumentar suas chances de sobrevivência, os médicos decidiram colocá-la em coma induzido por nove dias.

“Quando eu acordei, minhas pernas estavam cobertas de bandagens e eu não tinha ideia do que tinha acontecido. Eu pensei que tinha sido em um acidente de carro”, contou. Dana foi transferida para a unidade de queimaduras do hospital para tratamento especializado.“Foi horrível. Todo o meu músculo tinha apodrecido, e tinha uma cratera de pele perto da minha virilha. Eu senti como se eu fosse vomitar”, explicou. “Mas eu sabia que poderia ter sido muito, muito pior. Eu poderia facilmente ter perdido minhas pernas ou morrido”.

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Os médicos alertaram que ela nunca voltaria a caminhar, mas ela os desafiou e conseguiu caminhar com muletas, depois de uma intensa fisioterapia. Após seis semanas do acidente, ela foi dispensada do hospital. Com o apoio de seu marido, Mathew, ela já se recuperou e consegue se locomover com ajuda de muletas. Atualmente Dana está em casa com seus filhos Megan, Freya e Klara.

Nos últimos quatro anos, ela passou por 21 operações para melhorar a aparência de sua pele. “Eu cresci para ver as cicatrizes como um lembrete de como eu tinha sido corajosa e da sorte por sobreviver”.

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Fonte: Jornal Ciência

 

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