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Entenda
Como o álcool age sobre o nosso cérebro? Ciência explica bebedeira
Bebidas alcoólicas, por mais leves que sejam (com teor inferior a 3% sobre cada litro), entram na corrente sanguínea rapidamente
Redação
24/12/2016 | 18:30

Tomar um chope gelado no final da tarde num país em grande parte tropical como o Brasil é um consolo. Mas, como não há bem que nunca acabe, é bom saber que o álcool, além de dar aquela sensação de relaxamento, também afeta diretamente vários órgãos importantes do nosso corpo, em especial o cérebro. Se for consumido em doses excessivas, então, os danos podem ser irreversíveis.

Bebidas alcoólicas, por mais leves que sejam (com teor inferior a 3% sobre cada litro), entram na corrente sanguínea rapidamente depois de serem absorvidas pelo estômago e pelo duodeno e de serem despejadas no fígado, que atacará a substância estranha para eliminá-la do organismo. Da corrente sanguínea, chegar ao cérebro é questão de minutos. Poucos minutos

“O álcool é uma droga que age do fio de cabelo até o dedão do pé. Mas a ação farmacológica inicial mais identificável é o efeito cerebral, caracterizado por certo torpor e sensação de relaxamento. Em doses pequenas, o efeito pode ser agradável. Mas se as doses forem aumentadas de forma aguda, o torpor é mais intenso e pode até levar ao coma – o que é raro, mas não improvável”, alerta o médico Ronaldo Laranjeira, da Unifesp.

Primeiro nos neurotransmissores

Logo que chega ao cérebro, poucos minutos depois de ser ingerido, em qualquer quantidade, o álcool começa a agir sobre os neurotransmissores – substâncias responsáveis pelas trocas de mensagens entre as células cerebrais. Especialmente sobre dois, bastante importantes para o comportamento humano: o ácido gama-aminobutírico, cuja sigla é Gaba, e a serotonina.

Nossos neurotransmissores estão divididos em dois grupos: excitatórios, quando estimulam a atividade elétrica do cérebro, ou inibitórios, quando a reduzem.

O etanol aumenta os efeitos do Gaba, um neurotransmissor inibitório, o que causa os movimentos lentos e a fala enrolada que frequentemente se observam em pessoas alcoolizadas.

Ao mesmo tempo, inibe o neurotransmissor excitatório glutamato, suprimindo seus efeitos estimulantes e levando a um tipo de retardamento fisiológico. O sistema Gaba atua sobre o controle da ansiedade. Ou seja, quando “armado” pela inibição da produção de glutamato, deixa as pessoas mais relaxadas e com capacidade de interagir melhor com grupos. Quanto mais Gaba, menos autocontrole.

Aumento de serotonina

Quase ao mesmo tempo o álcool também aumenta a liberação de serotonina, neurotransmissor que serve para regular o prazer e o humor. Com mais serotonina, que é considerado o hormônio a felicidade, mais euforia – e, em alguns casos, atitudes que podem resultar em atos violentos.

“As maiores alterações eletrofisiológicas do álcool foram registradas na região do tálamo, que é um dos principais centros da organização cerebral. Ela é a porta de entrada no que se refere à sensibilidade”, explica o neurocirurgião Flávio Settani, também da Unifesp.

Isso porque o álcool é uma substância complexa, com ação farmacológica muito variada e que atua diretamente como depressor sobre o Sistema Nervoso Central (SNC). A partir do momento em que o consumo aumenta, ele pode agir não só no sistema de relaxamento, controlada pelo Gaba, mas em outros sistemas do cérebro.

 

 

Fonte: Uol

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