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Olimpíadas
Time feminino do Brasil tem maiores chances de medalhas nos Jogos de Tóquio
Desempenho feminino tem crescimento em todos os esportes. Especialistas esperam que aconteça nesta edição a melhor campanha das mulheres representando o Brasil em Olimpíadas. Delegação com maior número de mulheres foi em Atenas
Redação
20/01/2020 | 02:00

Os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 podem ficar marcados como aqueles em que o número de mulheres da delegação brasileira, pela primeira vez na história, foi superior ao de homens. Até o momento, o grupo nacional tem 80 mulheres garantidas e 65 homens. A questão, no entanto, não é apenas numérica. Do ponto de vista “qualitativo”, as chances de medalhas por parte do time feminino são grandes.

Nesse contexto, é preciso destacar como os esportes coletivos ajudaram a dar o salto de vagas para as mulheres, com maior visibilidade para vôlei, futebol e handebol. No handebol, inclusive, Duda Amorim, eleita melhor jogadora da Europa, está confiante com a possibilidade de o Brasil conquistar uma medalha olímpica, a única que falta em sua carreira. Outra modalidade na qual o Brasil vem forte entre as mulheres é o vôlei de praia.

Até agora, a delegação mais feminina da história do Time Brasil porcentualmente foi nos Jogos de Atenas, em 2004. Na Grécia, o País enviou 122 mulheres (49%) e 125 homens (51%). O maior contingente absoluto foi nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016, com 209 mulheres para 256 homens.

Para os Jogos de Tóquio, que serão disputados de 24 de julho a 9 de agosto, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) pretende classificar a maior delegação de sua história para um evento fora do País, com 300 atletas. Já estão garantidas 152 vagas.

A seleção brasileira de ginástica rítmica, por exemplo, luta para garantir vaga. No Campeonato Mundial de Baku, disputado em setembro, o País terminou na 13.ª posição – só os cinco melhores se classificaram. Agora, a meta será buscar a vaga no Campeonato Pan-Americano, que será realizado nos Estados Unidos, em maio. Brasileiras, americanas e mexicanas deverão protagonizar a briga pela última vaga olímpica.

Antes, será a vez das mulheres do basquete, que encaram um quadrangular de 6 a 9 de fevereiro em Bourges, na França. São três vagas para as anfitriãs, Austrália, Porto Rico e Brasil. Assim, as chances são grandes de carimbar o passaporte.

Por outro lado, ter presença garantida com antecedência para uma competição importante como os Jogos Olímpicos está sendo tratado como um diferencial para a nadadora Ana Marcela Cunha, tetracampeã mundial da maratona aquática. No Japão, ela busca a inédita medalha olímpica.

Ana Sátila, da canoagem slalom, é outra brasileira que já está garantida em Tóquio. Aos 23 anos, ela vai para sua terceira edição da Olimpíada e sonha com um lugar no pódio.

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