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Justiça
Preso há um mês, Ronaldinho Gaúcho usa futevôlei como passatempo no Paraguai
Ronaldinho e o irmão, Assis, estão presos desde o dia 6 de março em uma cadeia de Assunção. Os dois são investigados por uma suposta participação em uma organização criminosa especializada em falsificação de documentos e lavagem de dinheiro
Redação
07/04/2020 | 05:50

Já era quase fim de noite em 6 de março quando policiais chegaram a um dos hotéis mais luxuosos de Assunção com a ordem de levar Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Assis, para o Agrupamento Especializado, um quartel da Polícia Nacional adaptado como presídio.

Os brasileiros começavam ali a cumprir a prisão preventiva determinada pela Justiça paraguaia por usarem passaportes falsos para entrar no país dois dias antes. Nesta segunda-feira, os ex-jogadores continuam presos, sem qualquer previsão de quando ganharão liberdade. Ronaldinho e Assis dividem uma cela de 18 m².

O local é equipado com duas camas, televisão, geladeira e um ar-condicionado recém-instalado. O banheiro, no entanto, fica fora da sala e é coletivo. O ex-jogador do Barcelona disputa partidas de futsal, futevôlei e vôlei praticamente todos os dias.

Desde a implementação da quarentena no presídio, há duas semanas, com proibição de vistas numa tentativa do governo paraguaio de evitar a disseminação do coronavírus, a prática de atividades esportivas, antes restrita, foi ampliada dentro da cadeia.

Se nos primeiros dias de cárcere Ronaldinho recusava a refeição servida aos outros quase 200 detentos e só se alimentava com a comida de restaurantes levada pelos seus advogados, agora tem ido com frequência ao refeitório da cadeia.

Por não ser uma cadeia comum, e sim um quartel transformado em presídio de segurança máxima, é permitida a entrada de aparelhos celulares no Agrupamento Especializado. Assim, Ronaldinho e o irmão têm conseguido manter contato com familiares no Brasil, inclusive por videochamadas.

Não são, no entanto, os mesmo aparelhos que os brasileiros tinham quando entraram no Paraguai no mês passado. Aqueles telefones foram confiscados e estão sendo periciados pelo Ministério Público. Os promotores investigam suposta participação de Ronaldinho e o irmão em uma organização criminosa especializada em falsificação de documentos e lavagem de dinheiro.

O fato de a Corte Suprema de Justiça do Paraguai ter estendido a suspensão das atividades do Poder Judiciário até o próximo dia 12 por causa do coronavírus, no entanto, atrasou o andamento do processo. Enquanto seus advogados acumulam sucessivas derrotas na tentativa de transferir Ronaldinho ao menos para a prisão domiciliar.

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