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Clássico mineiro
Fábio ironiza atleticanos por vitória: “Só faltou volta olímpica”
Para o goleiro do Cruzeiro, a vibração dos rivais após o clássico pelo Campeonato Mineiro no último sábado (7) foi excessiva
Redação
10/03/2020 | 04:00

O clássico do último sábado (7) entre Cruzeiro e Atlético Mineiro esquentou ainda mais a rivalidade entre os torcedores, dirigentes e jogadores dos clubes. A partida, no Mineirão, foi vencida pela equipe alvinegra por 2 a 1, graças a um gol marcado nos acréscimos do segundo tempo pelo venezuelano Otero. Até por essa definição emocionante, a festa dos atleticanos foi grande nas arquibancadas e também no gramado do estádio. Maior ídolo do elenco cruzeirense, o goleiro Fábio ironizou a comemoração, considerada por ele como excessiva.

“A gente quer vencer como em uma partida importante, mas não como se fosse uma conquista de título. Quando o Cruzeiro ganha clássico, não é comemoração de título. A gente sabe da grandeza do Cruzeiro. E quando o Atlético ganhou, a gente viu a comemoração que fizeram, entraram em campo, só faltou a volta olímpica. Para o cruzeirense é normal”, afirmou Fábio, em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (9) na Toca da Raposa II.

“O que se comemora são títulos importantes, bi da Copa Libertadores, hexa da Copa do Brasil, tetracampeão brasileiro. Isso é o que o torcedor do Cruzeiro comemora. A gente respeita que o Atlético veja a grandeza do Cruzeiro. A gente fica triste quando não consegue o objetivo. Quando consegue, é uma vitória no clássico. E segue a temporada”, acrescentou o goleiro.

Além da celebração pela vitória, o clássico mineiro ficou marcado por várias provocações ao Cruzeiro pelo rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro, em 2019. Em maioria no estádio – a cota de ingressos disponibilizada ao clube celeste foi de apenas 10% -, os torcedores atleticanos realizaram cânticos alusivos à queda, além de terem exibido um mosaico com a inscrição “Vou festejar o teu sofrer”, trecho mais conhecido da música composta por Jorge Aragão e eternizada na voz de Beth Carvalho, que tradicionalmente é entoada pelos atleticanos nos estádios.

Fábio afirmou considerar natural as provocações, mas preferiu lembrar o rebaixamento do Atlético-MG à Série B em 2005 para apontar, na sua opinião, que as ações não fariam muito sentido. Em sua avaliação, só torcedores dos clubes que nunca caíram no futebol brasileiro – Flamengo, Santos e São Paulo – teriam direito a realizá-las.

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