Pré-candidato a prefeito de Natal
Fernando Pinto nega que Moro vá para seu escritório de advocacia
Advogado e empresário é associado a uma das maiores bancas do País para qual o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública estaria se integrando, segundo se especulou neste fim de semana
Por Redação - Publicado em 11/05/2020 às 05:00
Reprodução
Advogado Fernando Pinto com o ex-ministro da Justiça e ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro
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O advogado e empresário Fernando Pinto, pré-candidato a prefeito de Natal pelo Partido Novo, desmentiu neste fim de semana que o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro esteja em negociação para compor o escritório Nelson Wilians & Advogados, uma das maiores bancas do País de direito empresarial.

Associado no Rio Grande do Norte da Nelson Wilians, Fernando Pinto foi procurado pelo Agora RN para comentar as especulações veiculadas insistentemente na imprensa neste fim de semana de que Moro estaria certo para integrar a banca da qual ele é sócio e diretor regional.

“Tenho a maior admiração e estima por Sérgio Moro, cuja biografia dispensa apresentações, mas, para isso, seria necessário ele estar inscrito nos quadros da OAB e cumprir uma quarentena antes de assumir uma posição na inciativa privada”, afirmou.

Sobre as consequências da saída de Moro do Ministério da Justiça, Fernando Pinto admitiu preocupação com possíveis influências do presidente da República na Polícia Federal. A insistência do presidente para trocar o diretor-geral da corporação foi o pivô do rompimento do ex-ministro Sérgio Moro com Jair Bolsonaro.

“Existem indícios graves sobre a fragilidade da nossa democracia e, pelo que informam alguns veículos da mídia profissional, no governo de Bolsonaro não é questão de saber se haverá, mas quando se darão novas tentativas de intromissão em órgãos de controle, como a Polícia Federal”, acrescentou.

Fernando Pinto cita uma publicação do site O Antagonista, segundo a qual PF estaria conduzindo investigação contra 12 deputados bolsonaristas, o que teria incomodado o presidente Bolsonaro. Em conversa com Moro por um aplicativo de mensagens (divulgada pelo ex-ministro à imprensa e confirmada pelo presidente), Bolsonaro diz que o conteúdo da publicação era “mais um motivo para troca” do então diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, que era aliado de Sérgio Moro.

Para o pré-candidato à prefeitura de Natal pelo Partido Novo, todos esses cenários coincidem com os quase 30 pedidos de impeachment que estão nesse momento sobre a mesa do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), desencadeando a urgência das últimas ações do presidente da República.

De qualquer maneira, o advogado admite: “Estamos mergulhados numa crise sem precedentes na história do Brasil sob vários aspectos, e os acordos com o Centrão podem colapsar as instituições democráticas”.

Para Fernando Ponto, o presidente Bolsonaro tenta estabelecer “um tardio convívio com o Congresso e com STF”. E acrescenta: “Acredito que ele pensa, sinceramente, que vai conseguir segurar a fome desse pessoal (do Centrão), que tem no grupo condenados no Mensalão, investigados pela “Lava Jato” e envolvidos em outros esquemas”.

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