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Possível evasão
Inauguração de atacarejo na Mor Gouveia preocupa membros da Ceasa
Atacadistas temem que o novo empreendimento, que oferecerá centenas de vagas para estacionar e uma boa área de vendas, impacte negativamente sobre o volume de consumidores da Central
Redação
22/07/2019 | 09:21

A proximidade da inauguração de um grande “atacarejo” da rede Nordestão na Avenida Capitão-Mor Gouveia, em Natal, prevista para breve, se transformou em uma grande preocupação para os atacadistas da Central de Abastecimento do Rio Grande do Norte (Ceasa).

Eles temem que o empreendimento, que oferecerá centenas de vagas de estacionamento e uma grande área de venda, impacte negativamente sobre o volume de consumidores da Central, que vem caindo pela deterioração da estrutura, péssima conservação dos banheiros, segurança deficiente e falta de estacionamento.

Segundo um dos diretores da Associação dos Permissionárias da Ceasa, Raimundo Nonato da Silva, só com a manifestação da manhã da última quarta-feira, 17, que fechou a entrada do Ceasa a caminhões com produtos, os varejistas deixaram de faturar por volta de R$ 1 milhão.

Os manifestantes que impediram a entrada dos caminhões e congestionaram a avenida Capitão-mor Gouveia, protestavam contra a decisão do Governo do Estado de dobrar o valor da taxa de condomínio paga pelos 385 permissionários da Central.

O valor de R$ 3,30 para R$ 7,79 por metro quadrado, que passaria a vigorar já em julho para todos os comerciantes, independentemente do tamanho das estruturas, acabou sendo adiado para agosto. As negociações foram retomadas na última quinta-feira, 18, diretamente com o secretário da Agricultura, Guilherme Saldanha.

“Na verdade, os atacadistas estabelecidos não são contra o aumento proposto pelo governo, mas acham que se a estrutura toda fosse privatizada ou arrendada aos comerciantes, o custeio seria drasticamente diminuído e o custo atual de R$ 176 mil por mês sairia das costas do Estado”, avalia Nonato.

Segundo ele, até o ano passado havia pelo menos 50% de permissionários inadimplentes, alguns com aluguéis atrasados nos últimos cinco anos. “Ainda tem muita política ali, permissionários amparados por vereadores e uma quantidade enorme de cargos comissionados”, criticou.

Há quatro anos, os maiores atacadistas, juntamente com comerciantes menores, mas com trabalho e clientela estabelecidas no Ceasa, pedem a privatização da estrutura.  “Lá na Associação nos cotizamos para pagar um estudo de viabilidade que nos custou R$ 30 mil, mas o governo, se está interessado na nossa ajuda, ainda não mostrou interesse”, lembrou Nonato.

Ainda segundo ele, o movimento da última quarta foi de permissionários da chamada pedra – que expõem quase no chão – e de tendas, onde são expostas frutas.

Ceará-Mirim vai oferecer terreno para nova Central

O prefeito de Ceará-Mirim, Marconi Barretto, vai apresentar ao governo estadual um projeto para a instalação de uma nova Ceasa no município da região metropolitana de Natal. “É uma ideia, que ainda está em fase inicial, mas que pode ajudar ao governo do Estado com relação aos problemas de infraestrutura da atual sede da Ceasa”, aponta Marconi Barretto.

Segundo ele, o terreno que poderá ser utilizado para a receber a nova estrutura da Central de Abastecimento está localizado às margens da BR-304. “É um ótimo local para distribuição de produtos agrícolas, pois também se conecta com a BR-101, o que facilita o deslocamento para outras regiões do Estado”, reforça o prefeito.

Ainda de acordo com Marconi Barretto, a iniciativa ainda não foi apresentada formalmente à Secretaria Estadual de Agricultura e Pesca (Seape), que é responsável pela gestão da Central. Ele espera conseguir agendar, nos próximos dias, uma reunião com representantes do Estado para abrir um canal de interlocução. “Eu quero conversar com o Estado para viabilizar isso aí”, disse.

Ainda segundo ele, a estrutura da nova Ceasa vai beneficiar ainda mais a produção agrícola potiguar. “Não quero que caminhões de outros estados venham deixar produtos aqui, mas que estes caminhões possam levar a nossa produção para outros locais. Temos uma agricultura familiar muito forte que precisa ser prestigiada”, completou.

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