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Língua portuguesa
Confira a coluna “Desenrolando a Língua” de quinta-feira 21

21/01/2021 | 08:39

ACERCA DE / A CERCA DE / HÁ CERCA DE

É preciso ter cuidado ao usar uma dessas expressões, pois elas apresentam semelhanças na grafia e no sentido. A forma acerca de corresponde a respeito de, sobre: “O político falou tudo acerca do assunto”. Já a expressão a cerca de tem o valor de aproximidade. A preposição a surge por exigência regencial, uma vez que a locução é apenas cerca de (perto de): “A jovem escreveu a cerca de duzentas pessoas”; “Cerca de duzentas pessoas falaram”. A outra forma é composta pelo verbo haver, no sentido de tempo decorrido mais a locução prepositiva cerca de (por próximo, mais ou menos). Neste caso, temos: “Há cerca de vinte anos, o Brasil disputava mais um título mundial de futebol”. Não podemos nos esquecer de que existe o substantivo cerca: “A cerca do sítio Santa Luzia é muito alta”. Facilitando: Acerca de = sobre; A cerca de = aproximadamente; Há cerca de = faz aproximadamente.

AFIM / A FIM

A expressão afim funciona como substantivo e como adjetivo. Quando substantivo, tem o valor de parentes, familiares: “Os afins do deputado não moram em Brasília”. Já como adjetivo, corresponde a próximo, semelhante, correlato, etc: “Temos temperamentos afins”. Empregamos a locução prepositiva a fim de com o sentido de finalidade: “Ele estuda a fim de vencer”.

MAL / MAU

São duas palavras simples, mas, às vezes, causam situações constrangedoras a pessoas descuidadas. Observe: Mal é advérbio e pode ser substituído pelo seu antônimo bem: “O candidato fala mal”. Mal é conjunção subordinativa temporal. Corresponde a logo que, assim que: “Mal chegou, teve de ir embora”. Mal é substantivo, seu antônimo é bem, plural males: “O mal corrói o homem”. Mau quando modifica o substantivo, é um adjetivo. O seu feminino é m á e opõe-se a bom: “Roberto teve um mau resultado no jogo”. Obs.: Para não ter dúvidas, tente passar a frase para o plural, se “mal” não for alterado, sabe-se então que é advérbio porque o advérbio é invariável.

POR QUE / POR QUÊ / PORQUE / PORQUÊ

Usamos por que em dois casos : nas frases interrogativas (que não seja no final ) e quando for substituível por pelo qual, pela qual, pelos quais, pelas quais : “Por que parou ?” “E eles, por que pararam?”. Note que se subentende a palavra motivo: “E eles, por que ( motivo) pararam”; “As dificuldades por que passei foram muitas” (As dificuldades pelas quais passei foram muitas). Grafa-se por quê, quando essa expressão estiver próxima a um ponto final : “Parou por quê ?”; “Ninguém sabe por quê”. Porque é uma conjunção, equivalendo a pois, já que, uma vez que, como : “Parei porque vi violência”; “Sei que tudo vai dar certo porque não falta empenho”. Raras vezes, porque indica finalidade, equivalendo a para que, a fim de: “Não julgues porque não te julgem”. Grafa-se porquê, quando essa palavra estiver substantivada (antecedida de artigo): “O porquê da questão não foi esclarecido”; “Um porquê pode ser grafado de quatro maneiras”.

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