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Editorial
As cautelas da boa política
Redação
20/07/2020 | 00:21

A revista Crusué, que circula todas as sextas-feiras em edição digital, na última trouxe uma reportagem, no mínimo, constrangedora para Brasília e suas personagens de sempre.

A apuração, acompanhada de fotos e de uma vigília de dias, pôs os holofotes sobre um conhecido personagem do RN: o deputado Fábio Faria, recém-empossado ministro da Comunicação.

Embora não haja lei que proíba qualquer pessoa de frequentar onde bem entender – dependendo da pessoa e do lugar, é claro –, a ideia de ser flagrado numa mansão fechada, que já serviu de local para festas de arromba em plena pandemia, com direito até a uma advertência da polícia, não combina bem com a figura de um parlamentar, seja ele quem for.

Não é a primeira vez que uma casa de luxo localizada em região nobre de Brasília aparece como local de encontros secretos. Quem não haverá de lembrar da mansão frequentada pelo ex-ministro Antônio Palocci antes que ele caísse em desgraça junto ao Partido dos Trabalhadores por sua delação premiada?

Segundo a Crusoé, Fábio tinha marcado reunião reservada com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia com a intenção de aproximá-los, que estavam sem se falar há algum tempo.

E, como amigo de ambos, que mal haveria nisso? Diz a publicação que poucas pessoas em Brasília tinham conhecimento do encontro, que só vazaria para jornalistas no dia seguinte.

Comenta a revista que “muito provavelmente, nem Guedes nem Rodrigo Maia sabiam ao certo onde estavam pisando. Mas deveriam saber”, acrescenta. “O lugar que Fábio Faria tem usado regularmente para os encontros que não quer fazer em gabinetes da Esplanada exprime uma indesejada mistura de interesses públicos e privados, aquela combinação que está desde sempre na origem de muitos dos escândalos do poder”.

Certo ou errado, a ideia de que Fábio Faria, um grande apoiador da ex-presidente Dilma Rousseff, já deveria entender como já é delicado o exercício da política nos locais adequados, quanto mais em ambientes dedicados tanto ao conchavo político quanto ao entretenimento.

Por ser um hábito tradicional em Brasília desde a sua fundação, recomenda-se ao político moderno fugir dessa armadilha.

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