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Opinião
Fim das entrevistas no Alvorada foi ideia de Fábio
Daniela Freire
09/07/2020 | 23:01

Papel: ministro das Comunicações, o potiguar Fábio Faria aconselhou o presidente Jair Bolsonaro a parar com as entrevistas nas grades que ficam na entrada do Palácio da Alvorada. A informação foi confirmada pelo próprio ministro, em entrevista ao apresentador José Luiz Datena, durante o programa Manhã Bandeirantes, na Rádio Bandeirantes.

Importante
“Ele (Bolsonaro) saía (para as grades) na boa intenção, mas percebeu que não adianta lutar contra a maré”, disse Fábio, concordando que Bolsonaro precisa mudar a estratégia de comunicação.

Rotina
O presidente sempre teve o hábito de, diariamente, atender ao chamado de apoiadores e jornalistas naquele local, e as suas palavras normalmente rendem manchetes negativas, que repercutem durante vários dias.

Contra
Tanto que, ao questionar o potiguar sobre o aconselhamento dado ao presidente, Datena fez críticas ao fato de Bolsonaro se expor nas conversas e entrevistas no Alvorada. “Eu fui um dos primeiros que disse que era contra”, contou o apresentador.

Sem contraindicação
Durante a entrevista à Rádio Bandeirantes, Fábio Faria ouviu muitos elogios de Datena. O apresentador fez questão de afirmar que o ministro “é uma pessoa que não tem contraindicação” e que “todo mundo em Brasília vibrou” com a sua indicação para o cargo.

Posição
É muito importante dizer que, enquanto a Prefeitura do Natal distribui ivermectina como o remédio milagroso contra a Covid-19 – além de adotar a hidroxicloroquina no protocolo da doença até em fase inicial -, o Departamento de Infectologia da UFRN emite nota garantindo que os dois medicamentos não apresentam eficácia alguma contra o novo coronavírus.

A realidade
A nota afirma que o uso desses remédios de forma profilática, seja na pré-exposição ou na pós-exposição ao coronavírus, “aponta para a ineficácia” de resultados positivos. “Até o momento não há dados na literatura que justifiquem o uso de qualquer fármaco para evitar a infecção pelo SARS-CoV-2”, dizem os médicos que assinam o documento.

Sem eficácia
Ainda segundo o texto do Departamento de Infectologia da UFRN, “até o momento o uso da cloroquina, hidroxicloroquina, azitromicina e lopinavir/ritonavir não se mostrou eficaz no controle da replicação viral em ensaios clínicos em humanos”, e “no tocante à ivermectina, não foi identificado nenhum ensaio clínico em humanos relacionado ao seu uso no tratamento da Covid-19”.

Solidários
A Associação Brasileira de Médicos e Médicas pela Democracia (ABMMD-RN) divulgou nesta quarta-feira nota em solidariedade ao professor e médico Ricardo Lagreca, criticado em grupos de Whatsapp (de médicos do RN) por avaliar como desastrosa a gestão Bolsonaro frente à pandemia de coronavirus.

Retaliação
Os médicos consideram que Lagreca sofreu “clara retaliação, realizada de forma grosseira e descabida, numa mistura bizarra de violência verbal e ódio político com ignorância sanitária, uma espécie de “cala a boca”.

Apoio
A nota da Associação Brasileira de Médicas e Médicos pela Democracia manifesta “irrestrito apoio ao colega médico e professor do Curso de Medicina da UFRN, José Ricardo Lagreca, contra agressões pessoais sofridas através de um texto divulgado em redes sociais simplesmente por exercer a sua liberdade de opinião sem qualquer agressão a ninguém”.

Ocupação alta
Em coletiva à imprensa realizada ontem, o Governo do Estado informou que apesar da redução na fila de regulação a ocupação de leitos de UTI, hoje, ainda é de 92%.

Sem isolamento
O secretário adjunto da Saúde, Petrônio Spinelli, disse que o Estado continua preocupado com o índice de isolamento social e o respeito às medidas de proteção. E citou Natal, mais precisamente o bairro do Alecrim, como exemplo do que não deve ocorrer.

Cenário assustador
“O Alecrim está como na situação pré-pandemia. A localidade recebe fluxo de pessoas de todos os bairros e de muitos municípios do interior. Assim, é um polo aglutinador de pessoas e difusor do vírus”, afirmou Petrônio.

Rápidas

Número de milionários cresce no Brasil e chega a quase 200 mil. A notícia foi publicada pela Folha. O relatório global World Wealth mostra um crescimento de 7% dessa população em 2019.

Pedidos de seguro-desemprego recuaram em junho, mas chegaram a quase 4 milhões no semestre. No mês passado, foram 653 mil pedidos, uma queda de 32% em relação a maio. Em relação a junho de 2019, houve aumento de 28,4%

Mal educado: O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos) afirmou em suas redes sociais estar “cagando para esse lixo de fake news”. A mensagem foi publicada um dia após o Facebook tirar do ar o perfil de um assessor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por supostamente propagar conteúdos falsos.

O presidente do STF, Dias Toffoli, determinou às forças-tarefa da Lava Jato que apresentem dados e informações da operação à Procuradoria-Geral da República. A medida foi tomada em ação da PGR.

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