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Opinião
Fátima afirma que taxa de leitos pode diminuir sem cuidados sanitários
Daniela Freire
08/07/2020 | 00:49

Dado: O chamado de Fátima Bezerra é claro: sem os cuidados sanitários adequados contra a Covid-19, a população verá a taxa de leitos diminuir e a distância da abertura da economia aumentar. “Quando resolvemos autorizar o início da retomada parcial de uma pequena parte das atividades econômicas, fizemos com base na redução da taxa de transmissibilidade e a taxa de ocupação de leitos”, disse a governadora em suas redes sociais.

Ocupação
Como a coluna registrou na semana passada, o Governo do Estado só manteria a segunda fração da abertura das atividades econômicas caso a população mantivesse os cuidados e o distanciamento ainda necessário e se os leitos de UTI estivessem com taxa de ocupação abaixo de 80%.

Suspensos
A segunda parte da flexibilização seria abertura de lojas porta para rua de até 600m², bem como restaurantes com proibição de bebida alcóolica. “Aulas continuam suspensas, atividadees religiosas, esportivas e culturais, entre outras, igualmente suspensas”, informou a governadora.

Momento
A alta taxa de ocupação de leitos somada ao momento de alta na transmissão do coronavírus no Brasil mostram que o caminho certo não é voltar agora, apesar de toda a situação desesperadora de quem depende da retomada econômica.

Ao vivo
O deputado estadual Gustavo Carvalho sugeriu, em pronunciamento na Assembleia por videoconferência, nesta terça, que a PEC da Reforma da Previdência dos servidores do RN seja votada de forma presencial, quando os parlamentares já tiverem voltado aos trabalhos “in loco” na Casa.

Participação
Para Gustavo Carvalho, o debate sobre o tema não pode ser feito de forma remota, “sem as galerias” repletas de representantes sindicais. “Um governo vindo de lutas populares, que só fala em debate, agora quer silenciar o debate sobre um tema que precisa ser discutido. É preciso usar tempo regimental para discutirmos nossas ideias”, disse o deputado.

O contaminador
O detalhe mais importante do resultado positivo para a Covid-19 do presidente da República, Jair Bolsonaro, é o fato de que ele circulava por aí, participava de reuniões e encontros informais sem tomar absolutamente nenhuma precaução contra o vírus. Nem o mínimo, que seria usar máscara, ele fazia.

Carregando a covid
Com esse comportamento, Bolsonaro pode ter contaminado dezenas de pessoas que estiveram com ele nos últimos dias, incluindo a sua própria cúpula, parlamentares, empresários… No sábado Bolsonaro se encontrou, por exemplo, com o embaixador dos EUA no Brasil, e na sexta havia almoçado com o presidente da Fiesp.

O mesmo com covid
Mas ele não liga. A reação do presidente durante entrevista a repórteres logo que recebeu a confirmação da doença seguiu o padrão Bolsonaro. Tirou a máscara para os repórteres verem como ele “estava bem”, disse que já estava usando a hidroxicloroquina e que o medicamento já havia feito ele melhorar. Ou seja, não mudou de discurso e manteve intactas as mensagens que vem passando sobre a pandemia.

No surprise
Coluna analítico jornal O Globo: “Não há surpresa alguma no fato de o presidente Jair Bolsonaro ter contraído a Covid-19. Surpresa era ele não ter adoecido antes. Não se trata de casualidade. Bolsonaro fez o que pode para se infectar. Realmente insistiu e conseguiu”.

Rápidas

Leonardo Sakamoto, colunista do UOL, sobre a contaminação de Bolsonaro por coronavírus: “Corrida ao hospital mostra que Bolsonaro só menospreza a Covid dos outros”

O jornal The New York Times registrou que Bolsonaro pegou o coronavírus “após meses negando a gravidade da doença”.

Quem também de certa forma ironizou a contaminação de Bolsonaro foi o presidente argentino Alberto Fernández, que desejou melhoras ao brasileiro, mas falando em “responsabilidade”.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) anunciou ontem o envio de um ofício aos veículos de comunicação em que pede a suspensão da cobertura presencial no Palácio do Planto, em Brasília.

Para a entidade, o presidente Jair Bolsonaro colocou os profissionais em risco após convidá-los para anunciar que está com Covid-19. Durante o pronunciamento, estavam presentes jornalistas da TV Brasil, CNN Brasil e Record TV.

Depois de 18 meses da primeira convocação, o senador Flávio Bolsonaro prestou depoimento nesta terça-feira ao Ministério Público do Rio na investigação sobre “rachadinha”.

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