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Opinião
Ebserh implanta terrorismo nos hospitais universitários
Daniela Freire
04/08/2020 | 22:41

Terrorismo
A Ebserh, empresa pública que administra os hospitais universitários do Brasil, vem implantando um verdadeiro terrorismo nas administrações dessas unidades hospitalares importantes do País.

Nos hospitais universitários
O dirigente que sugerir medidas novas, alterações de procedimentos administrativos, ou qualquer outra alteração, mesmo que seja para melhorar o funcionamento desses órgãos, é contemplado com uma novidade inesperada. Demissão imediata. Sem “quê nem mais”.
O clima anda tenso até por estas bandas.

Chamado
A ministra Cármen Lúcia, do STF, deu 48 horas de prazo para o Ministério da Justiça e Segurança Pública se explicar sobre dossiê sigiloso contra servidores federais e estaduais identificados como antifascistas, depois que a matéria assinada por Rubens Valente, intitulada “MP do Rio Grande do Norte também fez dossiê contra ‘policiais antifascismo’”, foi publicada com destaque pelo UOL nesta terça.

Números
Segundo informa a reportagem, o MP-RN “produziu um relatório de 65 páginas com nomes, dados pessoais, fotografias e publicações em redes sociais de um grupo de 23 servidores da área de segurança pública do movimento Policiais Antifascismo” do RN.

Sem motivo
O levantamento, datado de 29 de abril, contém informações sobre “20 policiais militares, dois policiais civis e um bombeiro”. Entre eles, o policial civil e pré-candidato a vereador pelo PT em Natal Pedro Chê, que afirmou que “não há ‘justa causa’ para a instauração de um inquérito policial para investigar os policiais antifascismo”.

Transparentes
“O movimento social de Policiais Antifascismo e sua respectiva brigada no RN são públicos e transparentes, pois tem seus princípios, valores e manifestos veiculados na internet e redes sociais”, afirmou Chê.

Carão
Inclusive, a ministra Carmem Lúcia afirmou que a ‘investigação’ “escancara comportamento incompatível com os mais basilares princípios democráticos do Estado de Direito” e põe em risco a “observância de preceitos fundamentais da Constituição da República”.

Motivos
Quem também comentou sobre o episódio foi o senador Jean Paul-Prates, que agora é pré-candidato a prefeito de Natal. Na opinião do parlamentar, o Ministério Público do Rio Grande do Norte “precisa esclarecer os motivos de elaborar dossiê sobre integrantes do movimento Policiais Antifascismo”.

Arapongas
“As justificativas apresentadas até agora sobre a arapongagem contra 23 servidores da segurança pública do RN não se sustentam. O Brasil já sente na pele os efeitos nefastos da politização de órgãos de controle, como o MP. Essa investigação dos policiais antifascistas é mais uma aberração decorrente dessa prática”, afirmou o senador.

Qual é a verdadeira ameaça
Do presidente nacional do Cidadania (ex-PPS), Roberto Freire, sobre as investigações secretas promovidas contra o Movimento Antifascista: “Bolsonaro resolveu criar na ABIN uma unidade para fazer o serviço sujo de espionagem de adversários políticos flagrado e paralisado no Ministério da Justiça. Pretexto seriam ‘ameaças à segurança do Estado’. A única ameaça à sociedade, segurança e a democracia é o próprio Bolsonaro.

Sem lógica
De acordo com Jean Paul-Prates, é “estranho” que um promotor “veja risco quando cidadãos se manifestam contra atos que atentam contra o isolamento social em plena pandemia”. “Para o promotor, fazer carreata contra o isolamento social é ‘direito constitucional de livre manifestação’. Já criticar as carreatas e apoiar medidas de isolamento social são motivos de investigação”.

Obstáculos
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vetou integralmente um projeto de lei que previa uma compensação financeira para os profissionais de saúde que ficassem incapacitados para o trabalho por terem se contaminado com o coronavírus em atendimento a pacientes da doença. O benefício deveria ser pago pela União. A Secretaria-Geral alegou “obstáculos jurídico que a impedem de ser sancionada”.

Irresponsabilidade
O veto de Bolsonaro à ajuda aos profissionais de saúde que adoecem na pandemia recebeu críticas do deputado federal potiguar Rafael Motta. Para ele, “o Congresso Nacional cumpriu a sua responsabilidade ao aprovar uma indenização às famílias e para os profissionais incapacitados permanentemente”. “É uma irresponsabilidade que o presidente da República tenha vetado o benefício pra quem deu a vida ao Brasil. Vamos derrubar!”, escreveu o parlamentar.

Rápidas

Ministro da Justiça, André Mendonça, escolheu delegado da Polícia Federal para chefiar diretoria que fez relatório sobre antifascistas. Thiago Marcantonio Ferreira substitui o coronel Gilson Libório de Oliveira Mendes no cargo de inteligência.
Explosões em Beirute afetam navio da ONU e deixam feridos graves entre capacetes azuis. O Brasil também integra a Unifil, mas nenhum militar brasileiro ficou ferido nas explosões.
O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira, foi diagnosticado com coronavírus. A informação foi divulgada pela pasta na tarde desta terça.
O ministro passa bem, seguirá em isolamento e despachará remotamente. Ele é o oitavo integrante do primeiro escalão do governo a ser contaminado pela Covid-19, sem contar com o presidente Jair Bolsonaro.

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