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Opinião
Deputados médicos do RN defendem uso de ivermectina
Daniela Freire
20/07/2020 | 00:09

Time
Na Assembleia Legislativa, domina entre os deputados que são médicos o apoio ao uso do antiparasitário ivermectina para a prevenção e o tratamento da covid-19, mesmo que não haja comprovação científica da eficácia do remédio contra o novo coronavírus e de ele não ter sido usado em lugar nenhum no mundo (a não ser em casos isolados) com esse propósito durante a pandemia.

Unido
Depois de Albert Dickson, que é médico oftalmologista e faz propaganda em suas redes sociais favoráveis ao uso do medicamento pela população do RN, agora foi a vez de Dr. Bernardo se posicionar no mesmo sentido. Ele é médico gastroenterologista.

Até dosagem
O deputado estadual do Avante apresentou requerimento solicitando ao Governo a análise da viabilidade para a distribuição do medicamento “Ivermectina 6mg” em todo o Rio Grande do Norte.

Ciência
Lembrando que os testes in vitro mostraram que para haver a possibilidade de o remédio fazer o mesmo efeito observado em laboratório (parar a replicação do vírus) nos seres humanos a dosagem teria que ser muito alta.

Sugestão
No requerimento, elaborado após consulta ao Colegiado de Líderes da Casa e enviado à governadora Fátima Bezerra e ao secretário estadual de Saúde Cipriano Maia, Dr. Bernardo propôs uma parceria entre o Governo do Estado e os municípios, “a exemplo do que está sendo feito pela Unimed Natal e a Prefeitura Municipal de Natal”.

Quanta contradição
Enquanto o presidente da República Jair Bolsonaro faz propaganda e obriga o Ministério da Saúde a adotar o uso da hidroxicloroquina no tratamento da covid-19, a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) alertou na última sexta-feira que o país deve retirar “imediatamente e com urgência” a hidroxicloroquina de todas as fases do tratamento do novo coronavírus.

Zero benefício
Em nota, a SBI disse que dois estudos internacionais comprovaram que não há nenhum benefício clínico da hidroxicloroquina no tratamento da covid-19 e afirmou que a substância não é eficaz nem na prevenção e nem na cura da doença.

O que importa
Ainda no texto divulgado, a Sociedade Brasileira de Infectologia pediu que os recursos públicos federais passem a ser usados no que realmente importa e faz a diferença no tratamento dos doentes: anestésicos, bloqueadores neuromusculares e aparelhos para o tratamento da doença, coisas que estão em falta na rede pública.

Dever de retribuir
Do economista francês Thomas Piketty, ao conceder entrevista para a imprensa tupiniquim: “Cometemos um grave erro ao sacralizar o direito de acumular riquezas. Quem fica milionário se beneficiou do sistema educacional e da infraestrutura de seu país e lhe deve retribuição”. Segundo Piketty, a concentração de fortunas inibe a inovação e um crescimento econômico maior.

Minoria
Relatório produzido pela Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas mostrou que os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro são minoria no debate sobre a pandemia de coronavírus travado no Twitter.

Contra
Em matéria sobre o assunto, a BBC News Brasil revelou que as discussões envolvendo a crise de covid-19 no país já geraram mais de 330 milhões de tuítes desde o final de março, “sendo que a ampla maioria dos perfis envolvidos nesses debates é de usuários críticos ao presidente e ao seu governo”

Pouco, mas coeso
Por outro lado, aponta o relatório, “embora os usuários que apoiam o presidente e sua postura frente à pandemia raramente consigam ultrapassar 20% dos perfis engajados nessas discussões, eles representam um grupo bastante coeso e mobilizado”.

Rápidas

Filha de Mandela, Zindzi morreu na semana passada de covid-19, no momento em que os casos da doença crescem em disparada na África do Sul.

“É difícil acreditar que essa recuperação das Bolsas é apropriada”, disse Howard Marks, um dos maiores investidores do mundo. Para ele, alta do mercado de ações não condiz com o cenário econômico.

Deu na Veja que sete capitais registraram queda na curva de casos e mortes por coronavírus segundo o Ministério da Saúde. Natal não está entre elas.

O subprocurador-geral Lucas Furtado pediu ao Tribunal de Contas da União (TCU), na última quinta-feira, 16, o afastamento do chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), Fábio Wajngarten.

Com base em reportagem publicada pelo jornal O Globo informando que a Secom vem descumprindo determinação da Controladoria-Geral da União (CGU) e mantendo em segredo dados sobre gastos com publicidade na internet.

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