Política potiguar
Eleição ilegítima
Por Redação - Publicado em 24/06/2020 às 04:30
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N a avaliação do presidente da Câmara Municipal de Natal, Paulinho Freire (PDT), se prevalecer a proposta do Tribunal Superior Eleitoral – de realizar as eleições municipais a qualquer custo em 2020, mesmo que adiando a votação por algumas semanas –, o próximo pleito será “o mais ilegítimo dos últimos tempos”.

Durante sessão virtual da Câmara nesta terça (23), o vereador endossou o coro dos que acreditam que não há condições de haver eleição ainda este ano; muito menos alongando a campanha, isto é, mudando a data da votação, mas mantendo todo o calendário eleitoral, dando mais tempo para os candidatos pedirem voto. Ele afirma que, se a proposta prevalecer, a próxima eleição terá uma abstenção recorde.

Segundo Paulinho Freire, mudar apenas a data da votação vai alongar demasiadamente o período de campanha (que foi encurtado para 45 dias quatro anos atrás) e atrapalhar o desempenho de candidatos que não têm mandato atualmente e que, por isso, são menos conhecidos.

“Ninguém tem medo de enfrentar eleição. Eu mesmo vou para a minha oitava eleição. Mas tem que existir respeito a quem vai votar. Só estão preocupados com a data da eleição, e não em como vai ser a eleição. Estão infringindo o princípio da igualdade, que é dar condições iguais a todos os candidatos”, disse Paulinho, durante sessão da Câmara nesta terça-feira (23).

“Da maneira como estão querendo aprovar, o processo vai ser o mais ilegítimo dos últimos tempos”, afirmou Paulinho, repudiando ainda a proposta para que o voto seja facultativo para determinados grupos de eleitores. Isso aumentaria, segundo ele, as práticas de compra de voto. “Que façam em fevereiro (a eleição). Agora, o que não pode é fazer uma eleição ilegítima. Vão piorar a situação. O dinheiro vai rolar solto para o eleitor ir votar”, afirmou.

E finalizou: “Espero que a Câmara e o Senado tenham juízo e tenhamos uma eleição em segurança, não só para os candidatos, mas para a população”.

Autodenominação

O vereador Fernando Lucena (PT) pretende chamar para si a responsabilidade pelo parecer da reforma da Previdência no âmbito da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Câmara de Natal. Presidente da comissão, ele vai se autodenominar relator da proposta.

Tramitação

Em pouco mais de um mês, essa vai ser a 3ª comissão pela qual a reforma vai passar na Câmara. Antes, o texto recebeu aprovação das comissões de Justiça e de Finanças, sem emendas. Depois da de Saúde, ainda restará uma comissão: a de Direitos Humanos.

Parecer contrário

À coluna, Lucena antecipa que seu parecer será contrário à reforma. Ele disse que não concorda com o aumento da contribuição previdência nos moldes como foi proposto pelo prefeito Álvaro Dias, sobretudo para os servidores que recebem um salário mínimo. Pela proposta, a alíquota de desconto subirá dos atuais 11% para 14% para todos os servidores, independente da renda. “O servidor que está há seis anos sem aumento, cujo salário-base é R$ 700 e é complementado com abono, não tem condições de pagar mais nada de Previdência”, argumenta o vereador.

Nota de repúdio I

A vereadora Nina Souza (PDT), vice-presidente da Câmara de Natal, repudiou nesta terça-feira (23) o vídeo que o senador Styvenson Valentim (Podemos) publicou em suas redes sociais no fim de semana, expondo uma irmã que recebeu o Auxílio Emergencial.

Nota de repúdio II

No vídeo, Styvenson afirma que a irmã tinha direito ao auxílio por estar desempregada, mas que a prática era imoral, por ela ser irmã de um senador da República. No vídeo, a irmã chora e diz que não cometeu ato ilícito. “Senador, o senhor humilhou e desmoralizou uma mulher. Tire o vídeo da rede social. Aquele vídeo denigre a imagem de todas as mulheres”, afirma Nina.

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