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Opinião
Confira a coluna de Alex Viana desta quinta-feira 19

19/11/2020 | 05:34

TRIBUNAL
Nos bastidores, a eleição municipal de 2020 está longe de terminar. Além da nova totalização de votos que acontece nesta quinta-feira 19 em Natal, resultando em mudança na composição da Câmara, vêm aí uma enxurrada de ações judiciais protocoladas por candidatos, para denunciar irregularidades em campanhas adversárias.

PORÉM
Denúncia de candidato contra adversários após campanha eleitoral sempre existiu. Difícil é provar.

DESCONTROLE
O senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) parece que perdeu completamente o controle. Agora sobrou até para os seguidores dele nas redes sociais. No mais recente destempero, o senador chamou um seguidor de “demente”, “anencéfalo” e “comedor de capim”. Não é de hoje que Styvenson demonstra desequilíbrio. Resta saber até onde vai.

FENÔMENO NATURAL
O professor Ricardo Amaral, geólogo da UFRN, é cauteloso ao analisar a tragédia que vitimou uma família em Pipa após o pedaço de uma falésia desabar. Ele ressalta que o fenômeno de recuo de falésia é natural, muito embora os efeitos da erosão possam ser acelerados pela ação do homem.

ANTES TARDE DO QUE MAIS TARDE
Talvez agora, com a trágica morte da família, o grave tema das ocupações irregulares nas falésias de Pipa tenha o destaque que merece. Afinal de contas, a presença irrestrita de empreendimentos no topo das barreiras acelera o processo de erosão que resultou na tragédia de anteontem.

SERVE DE EXEMPLO
O caso do PMB é interessante e serve de exemplo para os demais partidos para as próximas eleições. Em Natal, a legenda teve 11.907 votos para vereador e ficou muito perto de alcançar o quociente eleitoral – o que, em tese, garantiria um assento na Câmara Municipal. Porém, mesmo que alcançasse a marca, o PMB não poderia eleger um vereador. Tanto é que, apesar da votação, a legenda ficou de fora da distribuição das sobras.

EXPLICA-SE
O motivo para a exclusão do PMB é o fato de que nenhum candidato do partido alcançou o mínimo de 10% dos votos do quociente eleitoral. Este ano, o quociente em Natal foi de 12.255 votos. Ou seja, o mais votado deveria ter pelo menos 1.226 votos para ser eleito. O mais votado do PMB, contudo, só teve 846 votos – Professor Lenílson.

PARA ANOTAR
Isso mostra que lançar muitas candidaturas pode não ser a melhor das estratégias quando não se tem alguém minimamente competitivo dentro do partido.

POR OUTRO LADO
É importante ressaltar, contudo, que essa regra do mínimo de 10% vai totalmente de encontro à lógica da própria eleição proporcional. Se o sistema privilegia os partidos, por que adotar uma cláusula de barreira que leva em conta a votação individual?

DAS INJUSTIÇAS
Enquanto isso, partidos que tiveram menor votação conseguiram eleger um vereador pelas sobras. Casos, por exemplo, de Avante (Raniere Barbosa), PCdoB (Júlia Arruda), PSOL (Robério Paulino), Pros (Margarete Régia), Republicanos (Bispo Francisco de Assis) e Progressistas (Tércio Tinôco).

ESTRUTURA MANTIDA
O prefeito reeleito de São Gonçalo do Amarante, Paulinho (Pros), não pretende fazer grandes mudanças na estrutura administrativa, como extinguir secretarias. Segundo ele, o alto índice de aprovação da gestão e sua reeleição com 11 mil votos de maioria mostram que a população aprova como a administração está sendo conduzida.

BOM EXEMPLO I
Em tempos de polarização desenfreada, o ex-candidato a prefeito de Natal pelo partido Novo, advogado Fernando Pinto, demonstrou muita maturidade na entrevista que concedeu a este Agora RN na edição de ontem.

BOM EXEMPLO II
Ao desejar sorte ao prefeito reeleito Álvaro Dias (PSDB) e oferecer seu plano de governo ao candidato que venceu as eleições, mostrou como se faz uma boa política: sem radicalismos, com respeito à soberania do voto popular e somando esforços em prol da coletividade.

QUERO NÃO I
O vereador Luiz Almir, que será o 1º suplente do PSDB na próxima legislatura, disse que não vai aceitar assumir um mandato de vereador caso algum parlamentar seja chamado pelo prefeito Álvaro Dias (PSDB), por exemplo, para assumir uma secretaria.

QUERO NÃO II
“Para ser secretário e querer ficar com cargos no gabinete, mandando em mim e eu ficar recebendo só salário de vereador, quero não”, destacou, afirmando que é um dos comunicadores mais bem pagos do Estado.

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