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Coluna
Alex Viana: “Abrir mãos dos Correios é uma irresponsabilidade”
Confira a coluna de Alex Viana deste sábado e domingo, 7 e 8 de agosto
Alex Viana
07/08/2021 | 08:24

Câmara dos Deputados aprovou o texto base do projeto de privatização dos Correios com 286 votos a favor, 173 contra e duas abstenções. Em entrevista ao jornal Agora RN, o deputado federal Rafael Motta (PSB-RN) apontou a total desconexão do governo Jair Bolsonaro para com os principais problemas do país, para exemplificar como um governo pode priorizar a privatização de uma estatal, em vez de tratar de problemas sérios como fome, miséria, desemprego e outros.

“Primeiro, é preciso que se diga que apenas um governo totalmente desconectado da realidade pode dar prioridade à privatização dos Correios. Eu poderia elencar uma dúzia de assuntos mais importantes, incluindo o desemprego, a alta generalizada nos preços de alimentos e combustíveis, a educação”, disse Motta, ecoando o que talvez seja a percepção de um número cada vez maior de brasileiros.

Para Motta, os Correios são uma instituição de suma importância nos serviços postais do país e deve ser mantido sobre o controle do governo. “Precisamos destacar a importância dos Correios para o Brasil além da entrega de correspondências. Os Correios são responsáveis pela distribuição do Enem, pela emissão de CPF, é correspondente bancário nas pequenas cidades, distribuição de vacinas e medicamentos. Nas regiões mais remotas do Brasil, os Correios são a conexão com o restante do mundo. Dificilmente, uma empresa privada vai assumir tantas funções, ainda mais se levarmos em consideração que essas atividades são complexas e pouco lucrativas”, analisou.

O parlamentar ainda ressaltou lucros que a empresa gera para o Brasil: “Os Correios são uma empresa superavitária e não há qualquer justificativa para repassar esse lucro para a iniciativa privada. Há corrupção? Que se investigue e puna. Mas, abrir mão dessa empresa estratégica para o Brasil, correndo o risco de deixar uma parte do país desassistida e milhares de trabalhadores desempregados é uma irresponsabilidade”.

Editorial

Assim iniciou o editorial de Primeira Página do jornal Folha de S. Paulo de ontem: “Jair Messias Bolsonaro é um presidente contra a Constituição. Comete desvarios em série na sua fuga rumo à tirania e precisa ser parado pela lei que despreza. Há loucura e há método na sequência de investidas contra a democracia e o sistema eleitoral, ao passo que o país é duramente castigado pela ausência de governo. São demasiadas horas perdidas com mentiras, picuinhas e bravatas, enquanto brasileiros adoecem, morrem e empobrecem”.

Silenciosos

A coluna, que havia abordado essa análise no dia anterior, endossa o editorial da Folha. Até quando jornalistas e formadores de opinião ficaram silentes diante da clara escalada ditatorial brasileira?

O Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral incluíram o presidente da República em inquéritos que precisam ir até  o fim. Mas os presidentes da Câmara e do Senado e o procurador-geral da República, no entanto, por ingenuidade ou interesse equivocado,  associam-se a uma fique se pudesse fecharia o Congresso, o Ministério Públicos e o Supremo.

Decisão Potiguar

Mais preocupados com projetos pessoais do que com o futuro do Brasil, os ministros potiguares Rogério Marinho e Fábio Faria silenciam. Pelas benesses do poder, são capazes de apoiarem um golpe de Estado?

Potiguar no comando

O sub-procurador-geral do Trabalho José Lima de Ramos Pereira assumiu ontem o comando do Ministério Público do Trabalho. Ele já estava temporariamente no cargo desde a saída de Alberto Bastos Balazeiro para assumir o posto de ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A portaria assinada pelo PGR Augusto Aras que ofi ializa Ramos Pereira como procurador-geral do Trabalho foi publicada ontem. Ele ingressou no MPT em 1993, é formado pela pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, tem especialização em Direito Processual Civil, e em processos de arbitragem.

Reta final

O Ministério da Saúde informou que ontem chegariam ao Estado 36.250 doses de vacina Astrazeneca e outras 35.100 neste sábado. Hoje, deverão chegar 59.670 doses da Pfizer e 1.500 da Janssen. Ao todo serão 132.520 doses para aplicação na semana que vem. A expectativa é que em agosto seja concluída a vacinação para os maiores de 20 anos. A vacinação geral da população adulta deverá ser concluída em setembro.

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