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Opinião

Ao juntar prefeitos e deputados, Allyson Bezerra demonstra interesse em concorrer a governador em 2026

Confira a coluna de Opinião desta terça-feira 4
Redação
04/06/2024 | 07:39

A Constituição determina que, para se tornar candidato a senador, o nome precisa ter pleno exercício dos direitos políticos, filiação partidária e 35 anos de idade mínima. O prefeito de Mossoró, Allysson Bezerra (União Brasil), terá 34 anos em 2026. Portanto, só não poderá ser candidato a senador. Sendo assim, Allyson inicia antes mesmo da reeleição um projeto ainda silencioso: ser candidato a governador.

A idade mínima é de 30 anos para ser governador ou vice-governador de Estado.

ALLYSSON E CONVIDADOS
Ao juntar prefeitos e deputados, Allyson Bezerra demonstra interesse em concorrer a governador em 2026 - Foto: Reprodução

Quem acompanhou o Camarote da Prefeitura de Mossoró no “Pingo do Mei Dia”, no último sábado, viu o espaço lotado por prefeitos de várias regiões, deputados estaduais de oposição ao Governo Fátima e lideranças políticas do Oeste Potiguar. Antes, Allyson recebeu os mesmos convidados em almoço no Palácio da Resistência, que fica próximo ao local do evento.

A senadora Zenaide Maia (PSD) foi a aliada que acompanhou toda a programação. Convidada por protocolo, a governadora Fátima Bezerra (PT) foi com auxiliares e o líder do Governo, deputado Francisco do PT. Para segurança no mês de junho em Mossoró, a governadora autorizou 10 mil diárias operacionais durante todo o período festivo, totalizando um investimento de quase R$ 3 milhões no “Mossoró Cidade Junina”, o maior do Estado.

PARCERIA

De olho na reeleição em 2026, o deputado Neilton Diógenes não vai acompanhar o PP no palanque de oposição em Mossoró. Neilton revelou a amigos que fechou parceria com o prefeito Allyson Bezerra para 2026. Espera ser o seu deputado estadual na capital do Oeste. A primeira-dama Cinthia Pinheiro seria o nome para deputada federal. Cinthia é vista com frequência na Secretaria do Desenvolvimento Social, sendo tratada como “secretária”. A ideia da candidatura da esposa de Allyson é ampliar o poderio político do prefeito, a exemplo do que fizeram outros gestores na história recente da capital do Oeste.

BASE

Como a Coluna Opinião adiantou na semana passada, o deputado Ivanilson Oliveira (União Brasil) já é tratado como aliado na Governadoria. No fim de semana, ele sentou lado a lado da governadora Fátima Bezerra (PT) no almoço oferecido pelo Palácio da Resistência antes do “Pingo do Mei Dia”. Ivanilson fez questão de sentar-se ao lado de Fátima na mesa principal. Inclusive, “Ivanilson do Ouro”, como é conhecido no Oeste, já integra o grupo de WhatsApp da base aliada na Assembleia Legislativa.

AUSENTE

O ex-senador José Agripino Maia, dirigente do União Brasil, foi a ausência sentida em Mossoró neste fim de semana. Depois que chegou de uma viagem à Europa, Agripino era aguardado na capital do Oeste. Mas, uma forte gripe o impediu de posar nas fotos ao lado do prefeito Allyson Bezerra, seu pupilo político. Nos bastidores, Agripino tem um sonho: Allyson decolar para governador e ele ser levado a tiracolo ao Senado, como fez em 2010, quando compôs “voto casado” com Rosalba Ciarlini (Governo) e Garibaldi Filho (outra vaga do Senado). Os dois derrotaram a então governadora Wilma de Faria.

SEM CONVITES

O prefeito Allyson Bezerra não encaminhou convites aos senadores Rogério Marinho (PL) e Styvenson Valentim (Podemos), seus adversários em Mossoró. O prefeito entregou convites à governadora Fátima Bezerra (PT), que foi em nome do relacionamento institucional. Ela viu deputados adversários e prefeitos de oposição no Palácio da Resistência.

INTRIGAS

A Governadoria viu dedo de velhos conhecidos na aldeia de Poti com especialidade em intrigas palacianas na matéria d’O Globo que citou um suposto distanciamento entre a governadora Fátima Bezerra e o presidente da Assembleia, deputado Ezequiel Ferreira. O rompimento seria uma “plantação”.

CONGRESSO

Ontem, o presidente Lula (PT) se reuniu com a equipe política e econômica para tratar sobre a articulação do Planalto no Congresso Nacional. A expectativa é que Lula faça essas reuniões semanalmente para alinhar a estratégia do governo. O encontro durou cerca de 1h30 no Palácio do Planalto. A articulação petista minimizou a série de derrotas do governo no Congresso Nacional, na semana passada.

EQUILÍBRIO

Com a posse da ministra Carmém Lúcia na presidência do TSE no lugar do ministro Alexandre de Moraes, que deixou ontem o cargo, o TSE abre caminho para um estilo de gestão mais “centrado e equilibrado”. É como integrantes da Corte Eleitoral resumem a expectativa em relação ao período que se inicia agora com a posse de Cármen Lúcia. Presidente do TRE RN, o desembargador Cornelio Alves, prestigiou a posse de Carmen ontem.

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