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Governo
Controladoria vai auditar contratos de servidores terceirizados do Estado
Intenção é que Control verifique eficácia e necessidade do serviço prestado

A Controladoria-Geral do Estado anunciou que vai instalar uma auditoria para investigar contratos no governo de servidores terceirizados. O requerimento para esta ação partiu do Fórum dos Servidores Públicos. A intenção deles é que a Control verifique qual é a eficácia e a necessidade do serviço prestado pelos terceirizados e que apure qual seria a economia caso esses funcionários fossem substituídos por servidores públicos.
O Fórum requisitou a auditoria em reunião com o governo no último mês de junho e foi convidado a comparecer nesta terça-feira, 19, à sede da Control para informar o nome dos três representantes do grupo que irão acompanhar a auditoria. “Vamos avaliar a questão sob aspectos da legalidade, eficácia e economicidade. Se os relatórios apontarem ilegalidades, comunicaremos ao Tribunal de Contas do Estado. Caso encontremos improbidade e fraude, denunciaremos ao Ministério Público e à Polícia Civil. O relatório vai informar se há esses casos, se é favorável a uma política de terceirização ou substituição por servidores públicos”, explicou o controlador geral, Pedro Lopes.
O controlador citou como exemplo os servidores presentes durante a reunião. “Temos auditores aqui contratados via concurso público. Substituímos sete funcionários terceirizados de uma empresa, ao custo de R$ 100 mil ao mês, por 20 auditores e contabilistas concursados que custam R$ 90 mil ao cofre estadual. Mas cada caso é um caso e precisa ser auditado”, ressaltou.
A estimativa de término da auditoria é de seis meses, mas com relatórios parciais entregues durante o processo. Ainda durante a reunião, Pedro Lopes adiantou que o Governo do RN requisitará ao Ministério Público de Contas um Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) para contratação de 1.400 servidores na área de saúde e eliminação de custos com plantões e cooperativas médicas. Segundo ele, essa ação gerará economia de R$ 1,5 milhão ao mês para o governo.

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