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Aedes aegypti
Sorotipo 2 da dengue: motivo de preocupação das autoridades de saúde em 2020
Mesmo com os avanços nas tecnologias e nas ações do poder público no combate ao mosquito transmissor, a doença ainda persiste no país
Redação
25/02/2020 | 13:56

A dengue é uma velha conhecida dos brasileiros. Informações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revelam que os primeiros relatos da doença datam do final do século XIX. Mesmo com os avanços nas tecnologias e nas ações do poder público no combate ao mosquito transmissor, o Aedes aegypti, a doença ainda persiste no Brasil. O Ministério da Saúde registrou mais de um milhão e meio de casos em 2019 – um aumento de 488% em relação a 2018. 

E, em 2020, a preocupação se volta para um possível surto na região Nordeste e em dois estados do Sudeste: Rio de Janeiro e Espírito Santo. A explicação é a circulação do sorotipo 2 da dengue nessas localidades. 

O pesquisador da Fiocruz Brasília, Claudio Maierovitch, explica que o vírus causador da dengue se divide em quatro sorotipos. Entre eles está o tipo 2, que apresenta os mesmos sintomas em relação aos outros, além de formas de evolução similares. A diferença é que, quando alguém é infectado por um deles, só fica imune contra esse tipo específico. 

Maierovitch lembra que o sorotipo 2 foi responsável pela epidemia de dengue em 2009. Até 2018, não houve uma circulação “evidente” desse vírus no país, o que contribuiu para um aumento de casos no ano passado, situação que pode se repetir em 2020.

“Há alguns anos, o sorotipo 2 não circulava com intensidade pelo país, mas voltou a circular. Quando uma pessoa tem dengue por um segundo tipo, a chance de que essa doença seja mais grave é maior. É como se o organismo, numa segunda infecção, ficasse mais frágil e houvesse uma possibilidade de proliferação maior dos vírus, produzindo uma doença mais grave.”

O diretor do Departamento de Imunizações de Doenças Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Júlio Croda, ressalta que não existe alerta específico sobre gravidade ou sintomas diferentes em relação ao sorotipo 2.

A questão, segundo o especialista, é que enquanto algumas pessoas com idade mais avançada possuem imunidade contra esse sorotipo, os mais jovens estão “suscetíveis” à contaminação por essa variação do vírus. 

Pelo motivo, Croda reforça a necessidade de toda a população ficar atenta e eliminar os criadouros do mosquito transmissor.

“Essa eliminação de focos deve ser semanal. O ciclo do mosquito se completa em sete dias. Se você demora mais de sete dias para eliminar um foco, você não é eficiente na eliminação do mosquito, porque já ocorre a transformação em larva e em mosquito alado.”

Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.

*Com informações da Agência do Rádio

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