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Em defesa de Bolsonaro
Ser chamado de “paraíba” nunca me tocou, afirma General Girão
Nascido em Fortaleza, o general acrescentou que “outras autoridades no Brasil e no mundo usaram o termo ‘paraíba’ para fazer algum tipo de comentário e nada disso foi problema”
Redação
23/07/2019 | 08:05

O deputado federal potiguar Girão Monteiro (PSL), general da reserva do Exército, classificou como uma “canelada” do presidente Jair Bolsonaro as falas contra governadores nordestinos que foram consideradas preconceituosas. O parlamentar, contudo, minimizou a utilização do termo “paraíba” para se referir a nordestinos.

“Com 17 anos, eu ouvia em Resende, no Rio de Janeiro, ou em São Paulo, para onde eu viajava para visitar parentes, me chamar de ‘paraíba’. Eu sou nordestino acima de tudo, mas nascido no Ceará. Isso nunca me tocou, nunca mexeu comigo, nunca foi motivo de discussão ou de briga”, comentou Girão, em entrevista nesta segunda-feira, 22, ao programa Manhã Agora, da Rádio Agora FM (97,9).

Nascido em Fortaleza (CE), o general acrescentou que “outras autoridades no Brasil e no mundo usaram o termo ‘paraíba’ para fazer algum tipo de comentário e nada disso foi problema”.

Na opinião de Girão, a declaração de Bolsonaro não representa discriminação contra nordestinos. O deputado federal creditou, inclusive, o surgimento da polêmica à “autenticidade” do presidente. “Isso, como ele diz, foi uma canelada. Eu acho que o presidente Bolsonaro talvez esteja sendo o presidente que mais tem falado com a imprensa. Ele para e desce do carro, vai falar com a mídia. Ele quer ser autêntico, quer ser sincero, quer ser transparente”.

Na última sexta-feira, 19, ao se dirigir informalmente ao ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) durante café da manhã com jornalistas estrangeiros em Brasília, Bolsonaro chamou os governadores do Nordeste de “paraíbas”. A conversa foi flagrada pela TV Brasil. “Daqueles governadores de ‘paraíba’, o pior é o do Maranhão [Flávio Dino]. Tem que ter nada com esse cara”, afirmou o presidente.

Em nota, os governadores do Nordeste – todos assumidamente de oposição ao presidente –, disseram que a manifestação de Bolsonaro foi recebida com “espanto e profunda indignação”. Os nove governantes também cobraram esclarecimentos da Presidência.

O Palácio do Planalto não se manifestou sobre o episódio. No sábado, 20, Jair Bolsonaro argumentou que a fala foi uma crítica aos governadores Flávio Dino (Maranhão) e João Azevêdo (Paraíba) – “nada mais além disso”. O presidente acrescentou que os governadores do Nordeste “são unidos” e têm a mesma ideologia. “Perderam as eleições e tentam o tempo todo, através da desinformação, manipular eleitores nordestinos”, declarou.

Na entrevista à Rádio Agora FM, General Girão saiu também em defesa de Bolsonaro em outra polêmica, a da possível nomeação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, como embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Segundo o deputado potiguar, Eduardo está credenciado para o cargo, mesmo não sendo diplomata de carreira.

“Ele tem vivência por ter morado no exterior. E, por ter acesso mais prático ao presidente Donald Trump, ele é uma pessoa altamente credenciada para ocupar qualquer posto de qualquer embaixada no mundo. O posto de embaixador é de representante do País. Não existe nenhuma obrigatoriedade na lei para que seja alguém de carreira do Itamaraty”, ressaltou Girão.

O deputado federal potiguar acrescentou que a possível nomeação de Eduardo Bolsonaro pode acarretar resultados positivos para o Brasil na esfera econômica. “O Brasil tem excelência em várias áreas do comércio exterior. Café, etanol, sal, laranja, frutas… quantas dessas áreas foram conseguidas por meio da ação da diplomacia brasileira? Às vezes é o próprio empresário que faz isso acontecer”, encerrou Girão.

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