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Dano
Prejuízo com salário de funcionários de Cabral na Fecomercio foi de R$ 8 mi, diz MP
Ex-governador do Rio de Janeiro indicou seis funcionários para trabalhar na Fecomercio, que acabaram gerando prejuízo de R$ 8 milhões aos cofres públicos
Agência Estado
23/02/2018 | 13:19

O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (MDB), indicou seis funcionários para trabalhar na Fecomercio que acabaram gerando prejuízo de R$ 8 milhões aos cofres públicos. Nesta sexta-feira, 23, o presidente do órgão, Orlando Diniz, foi preso preventivamente na Operação Jabuti, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal do Rio (MPF).

De acordo com o procurador José Augusto Vagos, eles eram remunerados por entidades ligadas ao sistema S, como o Sesc e Senac-Rj. Entre eles, estariam a ex-governanta de Cabral, uma chef de cozinha que trabalhava no Palácio Guanabara (sede do governo estadual) e a mulher e a mãe de Carlos Miranda – operador de Cabral que fechou delação premiada.

“Nós contabilizamos, pelo menos, um prejuízo de cerca de R$ 8 milhões para a Fecomercio na soma destes salários. Identificamos que Cabral solicitou a Diniz a contratação dessas pessoas ligadas a ele e até de amigos de infância para atender a seus interesses pessoais. Alguns deles nunca compareceram para trabalhar nessas entidades”, disse o procurador.

Em março do ano passado, a ex-governanta Sônia Ferreira Baptista admitiu que comandava 15 empregados do casal e recebia R$ 20 mil mensais, trabalhando em home office. Era remunerada pelo Senac-RJ, onde era lotada em um cargo comissionado, mas nunca trabalhou na função. A afirmação foi feita durante depoimento ao juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal Criminal.

Durante a Operação Jabuti, também foi identificado que gestores da Fecomercio do Rio supostamente estariam envolvidos em operações irregulares incluindo o desvio de recursos, lavagem de dinheiro e pagamento, com recursos da entidade, de vultosos honorários a escritórios de advocacia, somando mais de R$ 180 milhões, incluindo o da mulher de Cabral, Adriana Ancelmo.

De acordo com o MPF,  “Cabral emprestou sua expertise para ajudar Diniz (Fecomércio) a lavar dinheiro”.

O Estado ainda não obteve retorno das defesas de Diniz e Cabral sobre as acusações.

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