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Transporte público
Prefeitura de SP vai aumentar subsídio dos ônibus, que chegará a R$ 3 bilhões
Parte do dinheiro que vai pagar essa conta será transferida da área de investimentos públicos, que tem previsão de receber verbas obtidas com as privatizações
Redação com informações da Agência Estado
31/05/2018 | 12:00

Enquanto em Natal os empresários do transporte coletivo cobram a liberação de subsídios municipais e estaduais para reduzir o preço da tarifa do transporte público, em São Paulo, o prefeito Bruno Covas (PSDB) vai aumentar em R$ 900 milhões os repasses para as empresas de ônibus que operam na cidade de São Paulo. Com isso, o gasto total com esse subsídio deve chegar a cerca de R$ 3 bilhões neste ano, quase o mesmo valor usado em 2017. A previsão no orçamento era de que essa despesa seria de R$ 2,1 bilhões.

O subsídio é um recurso que a Prefeitura repassa às empresas para ajudar a completar o custo dos sistema de transporte. O dinheiro serve para bancar as passagens gratuitas, como a segunda ou terceira viagem de ônibus que o usuário do bilhete único pode fazer, e as viagens grátis para idosos e estudantes.

Parte do dinheiro que vai pagar essa conta será transferida da área de investimentos públicos, que tem previsão de receber verbas obtidas com as privatizações. O anúncio desse remanejamento foi feito pelo prefeito na última sexta-feira, durante o Summit Mobilidade Latam 2018, evento promovido pelo Estado em parceria com a 99.

Covas afirmou que “neste ano, (o subsídio) deve ter a mesma quantidade que a gente teve no ano passado, uma faixa de R$ 3 bilhões”. O prefeito mencionou o valor ao tratar da nova licitação para o sistema de ônibus municipal, que deve “melhorar e modernizar a frota, com ônibus acessíveis, ar-condicionado e Wi-Fi”, além de reorganizar as linhas.

Os recursos extras para as empresas de ônibus virão de todas as atividades “não essenciais” da Prefeitura, segundo o secretário municipal da Fazenda, Caio Megale. “Sei de onde não vamos tirar: pessoal, Previdência, pagamento da dívida que temos com a União e do custeio dos hospitais, da educação, da assistência social e da manutenção dos equipamentos públicos.” Assim ficam sujeitas a perder verbas, por exemplo, ações da zeladoria urbana, como obras de canalizações de rios e contenção de encostas.

A tarifa passou de R$ 3,80 para R$ 4 neste ano, após ficar congelada durante 2017. Essa havia sido uma das principais promessas de campanha feitas pelo ex-prefeito João Doria (PSDB), que deixou o cargo em março para tentar a vaga de governador do Estado.

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