BUSCAR
BUSCAR
Rio de Janeiro
PF vai auxiliar investigação da morte de Marielle; Freixo fala em ‘execução’
Vereadora, de 38 anos e que era filiada ao PSOL, foi morta a tiros na noite de ontem dentro do carro em que seguia para casa. O ataque à Marielle ocorreu no centro do Rio
Estadão
15/03/2018 | 11:42

A Presidência da República divulgou nota à imprensa para informar que “o governo federal acompanhará toda a apuração do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista que a acompanhava na noite desta quarta-feira, no Rio de Janeiro”. O documento também diz que o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, falou com o interventor federal no Estado, general Walter Braga Netto, e colocou a Polícia Federal à disposição para auxiliar na investigação.

A vereadora, de 38 anos e que era filiada ao PSOL, foi morta a tiros na noite de ontem dentro do carro em que seguia para casa. O ataque à Marielle ocorreu na Rua Joaquim Palhares, no centro do Rio. Ela voltava de um evento na Lapa, na mesma região, quando foi atingida. O homem que dirigia o carro que levava a vereadora também morreu baleado.

Marielle ficou conhecida como militante do movimento negro e de direitos humanos, com denúncias recentes de violência policial contra moradores de favelas no Rio.

Até 1 hora desta quinta-feira, a polícia não tinha esclarecido se a vereadora havia sido alvo de assaltantes ou vítima de execução. Houve ao menos nove disparos e os criminosos conseguiriam fugir, sem levar nada.

Freixo aponta “características de execução”. O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) disse na noite desta quarta-feira, 14, que o crime tem “características nítidas” de execução. Segundo o deputado, porém, nem parentes nem amigos tinham informações de que Marielle estivesse sofrendo ameaças.

“As características são muito nítidas de execução. Queremos isso apurado o mais rápido possível”, disse Freixo ainda no local do crime na noite desta quarta-feira, 14. “É completamente inadmissível. Uma pessoa cheia de vida, cheia de gás, uma pessoa fundamental para o Rio de Janeiro, brutalmente assassinada. É um crime contra a democracia, contra todos nós, não podemos deixar que isso se naturalize”, disse Freixo.

Outros correligionários se manifestaram sobre o crime. O deputado federal Chico Alencar lamentou a tragédia. “Tem de apurar séria e rapidamente porque isso pode ser o início de uma escalada sem tamanho, de um caos”, afirmou.

Sede: Av. Hermes da Fonseca, 384 – Petropolis – Natal – RN – Cep. 59020-000
Telefone: (84) 3027-1690 / 3027-4415
Redação: (84) 98117-5384 - [email protected]
Comercial: (84) 98117-1718 - [email protected]
Copyright Grupo Agora RN. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização prévia.