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Operação Torniquete
PF encontra R$ 559 mil na casa do ex-secretário de São Sebastião, em São Paulo
Depois de várias horas de contagem ininterrupta, investigadores atualizaram montante apreendido na residência de Marcelo Luís de Oliveira, alvo da Operação Torniquete
Julia Affonso e Luiz Vassallo/ Estadão
29/11/2017 | 13:40

A Polícia Federal terminou a contagem da dinheirama encontrada na residência do ex-secretário de Assuntos Jurídicos do município de São Sebastião, Marcelo Luís de Oliveira: R$ 559 mil em notas de R$ 50 e R$ 100 foram encontradas em uma mala.

A contagem inicial havia chegado a R$ 450 mil.

Oliveira é alvo da Operação Torniquete, investigação que mira suposto desvio de R$ 100 milhões de contratos da gestão do ex-prefeito de São Sebastião, no litoral Norte de São Paulo, Ernane Primazzi (PSC), entre 2009 e 2016.

O ex-secretário está sendo autuado em flagrante porque em sua casa também foi encontrado um revólver calibre 38 com numeração raspada e mais 101 munições.

O inquérito da Operação Torniquete identificou evolução patrimonial ‘desproporcional’ de empresas contratadas pela prefeitura nas duas gestões de Primazzi, naquele período.

Segundo a Procuradoria, o capital social da Ecopav, responsável por serviços de coleta de lixo e varrição, saltou de R$ 15,2 milhões, em 2009, para R$ 76,5 milhões, em 2016.

Outras duas empresas, a Volpp Construtora e a Ecobus Transporte, também são alvo da investigação.

“Até o momento, as irregularidades foram constatadas nos contratos com as três companhias, mas há indícios de que outras também tenham sido favorecidas por meio do esquema”, destaca a Procuradoria.

As investigações apontam para um amplo esquema de cobrança de propinas durante os dois mandatos de Primazzi para o direcionamento de licitações, a prorrogação indevida de contratos e o pagamento por obras não executadas e serviços não prestados. Em contrapartida, as empresas contratadas repassavam parte dos valores obtidos com as contratações ilícitas aos agentes públicos.

Interceptações telefônicas e escutas ambientais com autorização judicial realizadas ao longo de 2016 ‘indicaram a participação direta de integrantes do primeiro escalão do governo municipal nas negociatas, além de vereadores e outros servidores públicos municipais’.

“O então prefeito (Primazzi) era quem coordenava as fraudes e o desvio de recursos dos cofres públicos”, assinala a Procuradoria.

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