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Preocupação
Pessoas com deficiência têm 3 vezes mais risco de contrair coronavírus
Brasil tem 12,7 milhões de pessoas com deficiência; parte desse segmento da população também está no grupo de risco da Covid-19
R7
13/04/2020 | 09:30

O Brasil tem 12,7 milhões de pessoas com deficiência, o que corresponde a 6,7% da população, de acordo com revisão feita nos dados de 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Essas pessoas têm mais chance de contrair o novo coronavírus e uma parte delas também está no grupo de risco da Covid-19.

A possibilidade de contágio é maior porque a maioria delas precisa se apoiar em outros locais para se movimentar ou requer o auxílio de cuidadores para atividades cotidianas, de acordo com Regina Fornari Chueire, médica fisiatra e diretora do centro de reabilitação Lucy Montoro de São José do Rio Preto (SP).

“Pessoas com deficiência têm 3 vezes mais risco de contrair o coronavírus”, afirma. “A pessoa com deficiência visual acaba apalpando a parede, a mesa e outros locais para se locomover. Então, se eles não estiverem limpos, o risco de pegar [o vírus] é muito grande”, exemplifica.

O Brasil tem 12,7 milhões de pessoas com deficiência, o que corresponde a 6,7% da população, de acordo com revisão feita nos dados de 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Essas pessoas têm mais chance de contrair o novo coronavírus e uma parte delas também está no grupo de risco da Covid-19.

A possibilidade de contágio é maior porque a maioria delas precisa se apoiar em outros locais para se movimentar ou requer o auxílio de cuidadores para atividades cotidianas, de acordo com Regina Fornari Chueire, médica fisiatra e diretora do centro de reabilitação Lucy Montoro de São José do Rio Preto (SP).

“Pessoas com deficiência têm 3 vezes mais risco de contrair o coronavírus”, afirma. “A pessoa com deficiência visual acaba apalpando a parede, a mesa e outros locais para se locomover. Então, se eles não estiverem limpos, o risco de pegar [o vírus] é muito grande”, exemplifica.

Grupo de risco

Há pessoas com deficiência que também fazem parte do grupo de risco da covid-19. Estão incluídos nesse segmento indivíduos com síndrome de Down, autismo, lesão medular que leva à paraplegia e tetraplegia, sequelas graves de AVC (Acidente Vascular Cerebral) e paralisia cerebral e doenças degenerativas como ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) e Esclerose Múltipla, segundo Regina.

Ela ressalta que eles precisam de atenção e cuidados redobrados, pois têm dificuldades para se comunicar. “Às vezes essas pessoas não entendem as orientações [de prevenção] ou não conseguem expressar que estão com sintomas”, observa.

Nessa situação, estabelecer o diálogo por meio de símbolos pode ser uma solução. “A família pode fazer uma prancha de comunicação, desenhar figuras e ir mostrando para a pessoa”, orienta a médica.

Elas chamam atenção para as características de crianças com síndrome de Down, que as colocam no grupo de maior vulnerabilidade da Covid-19.

“Geralmente elas têm cardiopatia congênita, o que deixa o diafragma mais mole e gera dificuldade para respirar, deficiência do sistema imunológico e macroglossia [crescimento anormal da língua]. Então, ficam muito tempo com a língua exposta, o que causa ressecamento, e essa secura propicia a contaminação por vírus e bactérias”, explica.

Prevenção e proteção de direitos

A médica destaca que pessoas com deficiência que necessitam de equipamentos como andador, muletas e bengalas devem higienizá-los todos os dias com álcool 70% ou água sanitária misturada com água.

Ao chegar da rua, familiares e cuidadores devem fazer a higiene antes de qualquer contato. “Se possível, o ideal é tomar um banho e trocar de roupa”, orienta Regina. 

A máscara é recomendada em caso de contato com casos suspeitos de covid-19. “Se o cuidador tiver sintomas respiratórios deve ser afastado imediatamente da pessoa com deficiência”, completa.

A Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNDPD), que pertence ao Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, publicou uma cartilha com esclarecimentos sobre o novo coronavírus.

O documento traz, em linguagem acessível, orientações de prevenção para pessoas com doenças raras e diferentes tipos de deficiência – física, visual, auditiva, intelectual e surdocegueira. Clique aqui para acessar.

O Conselho Nacional de Saúde divulgou, nesta terça-feira (7), recomendações de medidas ao Ministério da Saúde e outros órgãos federais para garantir os direitos e a proteção das pessoas com deficiência e seus familiares.

Dentre elas estão a proteção a pessoas com deficiência que estão em residências terapêuticas, alternativas ao acesso de medicamentos durante o período de isolamento social, permissão da companhia de cuidadores em caso de internação e garantia do direito ao acesso à informações de prevenção com recursos de acessibilidade  – como Libras e audiodescrição.

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