Preso há cinco meses na superintendência da PF em Curitiba, Antonio Palocci avalia fazer delação premiada. O destaque é da coluna do Estadão, assinada por Andreza Matais e Marcelo de Moraes e publicada nesta terça-feira 4. Ele é acusado de receber propina da Odebrecht para atuar em favor da empresa, entre 2006 e 2013, interferindo em decisões do governo federal.
A disposição de Palocci causa desconforto ao ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. O petista fez chegar à defesa de Palocci sua insatisfação e um pedido de que controlem o cliente. Nenhum dos petistas presos em Curitiba fez delação. Consequência: José Dirceu foi condenado a 23 anos e Vaccari Neto a 15 anos.

O criminalista José Roberto Batochio, que defende Antonio Palocci, nega qualquer conversa com Lula nesse sentido e que seu cliente cogite fazer delação.

