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Projeção

Maia diz que mobilizará mais de 400 deputados para cassar Cunha

“A minha intenção é votar com 450 deputados', diz presidente da Câmara
Redação
13/08/2016 | 14:15

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que pretende “ter mais de 400 deputados” no plenário no dia 12 de setembro, data que marcou para votar a recomendação de cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

“A minha intenção é votar com 450 deputados. Mas tudo depende de qual quórum que está faltando. Você vai ver a presença dos deputados na Casa e vai ver quem está presente e quem está ausente. É uma questão de você entender, também, se aqueles que estão ausentes são, de forma clara, aqueles que de forma transparente têm defendido a absolvição. Fique tranquilo, porque eu não vou entrar para a história como o presidente que pautou o Eduardo com quórum baixo”, afirmou em entrevista ao SBT na tarde desta sexta, em São Paulo.

Novo presidente da câmara, rodrigo maia quer construir agenda de consenso

Maia disse que foi uma vitória estabelecer um teto para o crescimento das despesas dos Estados nas negociações de suas dívidas com a União. No entanto, afirmou que foi um alerta a derrota pontual do governo, que não conseguiu manter no projeto a regra que congelava o salário dos servidores públicos estaduais por dois anos. “É um sinal de que o governo precisa organizar melhor a sua comunicação”.

O presidente da Câmara defendeu endurecer ainda mais a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que estabelece um limite para o crescimento dos gastos públicos. A proposta prevê que o Orçamento da União de um ano deve ser reajustado pela inflação do ano anterior. O projeto está tramitando na Câmara.

“Vou conversar com o relator e com o presidente, a gente precisa mudar essa equação. Use as metas. Não têm as metas de inflação do governo? Vamos usar as metas. Porque, se usar a inflação do ano anterior, você vai estar dando um ganho real enorme, porque a inflação do próximo ano será menor do que a desse ano. A gente precisa falar a verdade para as pessoas”, declarou.

Ao comentar uma articulação de bastidor no Congresso para dar um alívio a políticos investigados pela Lava Jato que sejam acusados de caixa 2, Maia disse que a lei já faz distinção entre esse crime e a propina. Ele é favorável ao endurecimento da pena para caixa 2, mas não crê que essa mudança possa retroagir.

“Acho que as delações, se elas vierem de forma correta, separando eleição e separando corrupção, acho que vai ter o abalo natural [sobre o governo Temer, se ele virar efetivo]. Aqueles que cometeram crimes de corrupção vão responder pelos seus crimes”, afirmou.

Segundo o presidente da Câmara, “nenhuma reforma da Previdência vai passar com facilidade”. Ele defendeu a aprovação dessa medida.