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Pressão
Lula diz esperar ser julgado pelo que está ‘nos autos’, e não ‘por convicções’
Antes do discurso do ex-presidente, o ato foi marcado por ataques ao TRF-4 e ao juiz Sergio Moro
Da Redação
23/01/2018 | 20:25

Na véspera de seu julgamento pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira, em Porto Alegre, acreditar que os desembargadores o julgarão pelos autos do processo e não por suas convicções políticas.

– Eu não vou falar do meu processo. Não vou falar da Justiça. Primeiro que eu tenho advogados competentes que já provaram a minha inocência. Segundo, porque eu acredito que aqueles que vão votar deverão se ater aos autos do processo e não à convicções política de cada um. Terceiro porque eu tenho vocês – discursou aos simpatizantes do PT.

O ato foi realizado na Esquina Democrática, tradicional ponto de manifestações políticas da capital gaúcha. Lula disse ter ido ao local para falar do Brasil.

A ex-presidente Dilma Rousseff também discursou no evento e defendeu a inocência de Lula, que chegou a Porto Alegre no final da tarde e retornou para São Paulo logo após o ato.

Antes do discurso do ex-presidente, o ato foi marcado por ataques ao TRF-4 e ao juiz Sergio Moro, responsável pela condenação do líder petista em primeira instância. João Pedro Stedile, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), disse que Moro “não passa de um puxa-saco dos capitalistas americanos”.

– O Tribunal Regional Federal já perdeu. São eles que estão no banco dos réus.

Stédile ainda afirmou que a Frente Brasil Popular, que reúne o MST, a CUT e outras entidades de esquerda, Impedirá a prisão de Lula.

– Os militantes da Frente Brasil Popular e dos partidos não permitirão que Lula vá preso seja qual vai ser o resultado do julgamento. Lula, não desanime, antes de prender você vão ter que prender todos nós.

Mesmo com poucas expectativas de que o ex-presidente seja absolvido, o PT vai fazer um grande ato político na quinta-feira que deve servir como uma espécie de lançamento da campanha do petista à Presidência. O partido pretende intensificar a agenda eleitoral, como parte da estratégia de tentar dar ares de normalidade à candidatura de Lula, mesmo com um revés na Justiça.

Ao longo da quinta-feira, o partido vai reunir, em São Paulo, sua executiva nacional e suas principais lideranças. Além do próprio Lula, são esperados no evento os cinco governadores petistas, deputados e senadores. O nome de Lula vem sendo tratado pelo PT como presidenciável desde o ano passado, quando o ex-presidente foi condenado a nove anos e meio de prisão pelo juiz Sergio Moro.

 

 

Fonte: O Globo

 

 

 

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