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Carta
Governadores pedem apoio a Bolsonaro e reafirmam medidas apoiadas na ciência
Carta traz pedidos ao Governo Federal, como suspensão, pelo período de 12 meses, do pagamento da dívidas dos estados com a União, a Caixa, o Banco do Brasil, o BNDES, Banco Mundial e BID
Redação
27/03/2020 | 05:00

Em uma nova carta, governadores de 24 estados, incluindo a do Rio Grande do Norte – Fátima Bezerra, pediram ao presidente da República nesta quinta-feira (26) a união de forças no combate à crise. “Rogamos uma vez mais ao presidente Jair Bolsonaro que some forças com os governadores na luta contra a crise do coronavírus e seus impactos humanitários e econômicos”, dizem.

Apenas três governadores não assinam a carta: Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal, que não participou da reunião feita por governadores com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ); Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; e coronel Marcos Rocha (PSL), de Rondônia.

Nesta semana, Bolsonaro atacou governadores que tomaram a decisão de fechar o comércio e incentivar o isolamento da população. A atitude causou uma avalanche no mundo político. Como resultado, governadores romperam com governo federal, inclusive aqueles que o apoiavam, como é o caso do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM). Apesar das críticas, governadores indicam na carta que vão seguir as medidas de isolamento nas suas regiões.

“No que diz respeito ao enfrentamento da pandemia global, vamos continuar adotando medidas baseadas no que afirma a ciência, seguindo orientação de profissionais de saúde e, sobretudo, os protocolos orientados pela Organização Mundial de Saúde (OMS)”, dizem.

A carta também traz uma série de pedidos à União, como suspensão, pelo período de 12 meses, do pagamento da dívida dos Estados com a União, a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e também das contraídas junto a organismos internacionais como Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Governadores pedem também a viabilização emergencial e substancial de recursos livres às Unidades Federadas, aprovação do Plano Mansueto e ajuda federal para se conseguir insumos e equipamentos para o enfrentamento da crise.

DÍVIDAS

Nos últimos dias, o Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu cerca de 200 ações de estados e municípios. O pedido é um só: suspender o pagamento de parcelas das dívidas com a União para gastar os recursos no combate ao coronavírus.

Nesta quinta-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes concedeu liminar à Paraíba, para que as parcelas dos próximos seis meses sejam convertidas em gastos para conter a pandemia.

Moraes já deu a mesma decisão com relação às dívidas de São Paulo, da Bahia, Paraná e Maranhão. Com as decisões, a União não poderá cobrar os valores e nem executar contrapartidas durante esse período.

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