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Investigação
Flordelis ofereceu filha ‘sexualmente’ a pastores evangélicos, diz testemunha
Testemunhas relatam também relações sexuais entre Anderson e uma filha afetiva, além de noitadas em "casas de swing". Segundo a denúncia, há uma "completa dissociação entre a imagem construída e as práticas do grupo familiar"
G1
31/08/2020 | 14:09

Um depoimento obtido pelo Fantástico da investigação que aponta a deputada federal Flordelis (PSD-RJ) como mandante do assassinato do marido, pastor Anderson do Carmo, mostra que a parlamentar teria oferecido uma filha afetiva do casal para pastores estrangeiros.

As testemunhas relatam também relações sexuais entre Anderson e uma filha afetiva, além de noitadas em “casas de swing”. Segundo a denúncia, há uma “completa dissociação entre a imagem construída e as práticas do grupo familiar”.

“A testemunha se recorda que [o pastor] Anderson (…) com a permissão de Flordelis (…) se relacionava sexualmente” com uma das filhas afetivas, que “não gostava dessa situação, mas obedecia” a mãe.

Mandante do crime

Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio, Flordelis mandou matar o marido por questões financeiras e poder na família — — o pastor controlava todo o dinheiro do Ministério Flordelis, hoje rebatizado de Comunidade Evangélica Cidade do Fogo.

Nesta segunda, oito pessoas foram presas pelo envolvimento no crime, durante a Operação Lucas 12.

Flordelis não pôde ser presa por causa da imunidade parlamentar — quando somente flagrantes de crimes inafiançáveis são passíveis de prisão.

Segundo a polícia, antes do assassinato a tiros, Flordelis começou a tentar matar o marido em maio de 2018, botando arsênico na comida dele.

As prisões foram expedidas pela 3ª Vara Criminal de Niterói, que aceitou a denúncia do MP e tornou Flordelis ré.

Resumo

O inquérito concluiu que Anderson foi morto por questões financeiras e poder na família — o pastor controlava todo o dinheiro do Ministério Flordelis, hoje rebatizado de Comunidade Evangélica Cidade do Fogo.
Flordelis é uma das 11 pessoas denunciadas pelo MPRJ.

Após o crime, Flordelis relatou em depoimento e à imprensa que o pastor teria sido morto em um assalto. A deputada vai responder por cinco crimes: homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima), associação criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso. Pelo envenenamento, ela responderá por tentativa de homicídio.

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