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Praga
Monitoramento: Especialista explica nova nuvem de gafanhotos que pode chegar ao Brasil
Desta vez, o grupo de insetos considerados pragas por devastarem plantações, está se formando em Teniente Pico, no Paraguai
CNN
17/07/2020 | 09:55

Mais uma nuvem de gafanhotos está sendo monitorada pelo Ministério da Agricultura. Desta vez, o grupo de insetos considerados pragas por devastarem plantações, está se formando em Teniente Pico, no Paraguai, com risco provável de deslocamento para os estados do Mato Grosso do Sul e do Paraná.

À CNN, o engenheiro agrônomo Sinval Silveira Neto, especialista em praga de plantas, explicou as consequências práticas que esses insetos podem trazer e disse acreditar que não se trata de uma onda tão grande quanto a primeira – que acabou não chegando ao Brasil devido à entrada de uma frente fria do sul do país.

“Por serem migrantes, as nuvens de gafanhotos têm como característica uma direção pré-estabelecida. Quando eles levantam voo em nuvens, têm sempre um alvo a ser atingido”, disse, acrescentando que “a nuvem anterior estava mais direcionada para o sul da Argentina”. 

“Parece que, agora, essa direção está mais voltada para a direção sul do nosso país, o que começa a trazer um pouco mais de preocupação, mas é uma nuvem que precisa ser monitorada, como o Ministério já vem fazendo, porque, para ser controlada, precisa ser acompanhada para sabermos o ponto de pouso. Se ela está direcionada mais para a região sul do país, começa a preocupar”, acrescentou.

Silveira Neto também pontuou que as baixas temperaturas que têm sido registradas no sul do país “são boas para evitar a chegada dos gafanhotos”. “Para voar, eles precisam de uma temperatura mínima em torno de 20°C, então, quando esfria, eles cessam o voo. Com a frente fria, a chance de ataque de gafanhotos diminui bastante. Ventos muito fortes também reduzem o voo”, assegurou.

Este é o segundo grupo da pragas que ameaça plantações brasileiras neste ano. Uma outra nuvem segue na província de Corrientes, na Argentina. Técnicos do Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa) do país vizinho monitoram a nuvem, que se encontra a cerca de 160 km da fronteira com o Rio Grande do Sul. A equipe do Senasa conseguiu reduzir parte da população de insetos.

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