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Balanço
Dezesseis mortos em 24 dias da operação na Rocinha e outras favelas
Forças de segurança não informaram especificamente o resultado da operação do Exército, Marinha e Aeronáutica junto com a polícia na terça-feira e nesta quarta
Roberta Pennafort/ O Estado de S.Paulo
11/10/2017 | 14:25

Em 24 dias de operação na Rocinha, na zona sul do Rio, e em outras favelas, essas da zona norte, em decorrência da guerra no morro, as forças de segurança prenderam 53 pessoas, apreenderam 11 menores, recuperaram 98 armamentos, sendo 29 fuzis, 3.879 munições e 158 carregadores de armas, e localizaram duas toneladas de drogas. Dezesseis pessoas morreram em confrontos. O balanço foi divulgado nesta quarta-feira, 11, pelas polícias do Rio e as Forças Armadas, numa entrevista conjunta.

Foram pedidos nesta quarta-feira à Justiça mais 34 prisões, além de 54 mandados expedidos anteriormente (16 dos quais, cumpridos). Os crimes atribuídos são: tentativa de homicídio qualificado, dano, roubo, associação ao tráfico e resistência qualificada. Nesta quarta-feira, policiais do Batalhão de Choque prendeu mais um traficante na Rocinha, Mateus Lima, de 19 anos.

As forças de segurança não informaram especificamente o resultado da operação do Exército, Marinha e Aeronáutica junto com a polícia na terça-feira e nesta quarta. São cerca de mil agentes na favela, entre militares e policiais. Eles não devem permanecer na quinta-feira. As autoridades também não deram informações sobre as buscas a Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, que lidera o tráfico na Rocinha, para que o trabalho não seja prejudicado.

“Não é fácil (prendê-lo). Ao longo de sua história a Polícia Civil já se deparou inúmeras vezes com situações como esta, e sempre deu a resposta à sociedade”, disse o subsecretário de Comando e Controle do Estado, Rodrigo Alves. Ele contou que há muitas informações desencontradas sobre seu paradeiro. “Ele se tornou onipresente, está em todos os lugares. Cabe a nós filtrar (os informes)”.

O comandante da Unidade de Polícia Pacificadora  (UPP) da Rocinha, major Daniel Neves, disse que “toda a extensão da comunidade” é patrulhada, e que não houve “perda de território” com a guerra de facções que deu origem, no dia 18 de setembro, às ações da segurança. “Já patrulhávamos toda a extensão da comunidade; agora, com a ajuda das tropas federais, conseguimos fazer isso em diferentes áreas simultaneamente”. O custo total das operações das Forças Armadas não foi divulgado.

 

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