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Saúde

Aneurisma cerebral vira assunto na novela Amor de Mãe. O que é a doença?

A personagem Thelma, vivida por Adriana Esteves na novela da Globo, recebeu o diagnóstico de aneurisma no cérebro. Doença é caracterizada pela dilatação anormal de uma artéria do cérebro, causada pelo enfraquecimento de sua parede
Redação
17/12/2019 | 19:23

O diagnóstico de um aneurisma cerebral soou como uma sentença de morte para Thelma, personagem vivida pela atriz Adriana Esteves na novela da TV Globo Amor de Mãe. “É uma operação perigosa. Eu não posso morrer”, disse. A doença é caracterizada pela dilatação anormal de uma artéria do cérebro, causada pelo enfraquecimento de sua parede. Isso, por sua vez, forma espécies de bexigas (sáculos).

Embora seu rompimento represente um grave risco à saúde, o diagnóstico de um aneurisma não deve ser encarado como o fim de uma vida. “Há tratamentos já consolidados capazes de tratar mais de 90% dos aneurismas e evitar seu sangramento. Apesar de eles de fato terem uma margem de risco, é incomum um aneurisma não ter solução com as técnicas disponíveis hoje em dia”, afirma o neurocirurgião André Gentil, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

Aneurisma cerebral vira assunto na novela Amor de Mãe. O que é a doença? - Agora RN

Estimativas apontam que entre 1% e 5% da população mundial desenvolvam a malformação, que não apresenta sintomas na maioria dos casos. Os fatores que contribuem para enfraquecimento da parede arterial podem ser genéticos ou controláveis.

No primeiro caso, parentes de primeiro grau de pessoas que tiveram sangramento de aneurisma cerebral possuem um risco duas vezes maior de desenvolverem a condição. Em caso de mais de um familiar, a probabilidade cresce 50 vezes na comparação com a população geral. Tabagismo, consumo abusivo de álcool, uso de drogas estimulantes (como cocaína e anfetaminas) e hipertensão arterial não controlada são os principais fatores evitáveis.

“Em geral, o aneurisma cerebral não é percebido ao longo de toda vida. Sua gravidade está associada ao seu rompimento ou à compressão de alguma estrutura cerebral”, explica o neurologista Rubens José Gagliardi, presidente da Associação Paulista de Neurologia e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.