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Rebelião
Adolescentes fazem rebelião em unidade socioeducativa do Rio de Janeiro
Cerca de 100 internos do Centro de Socioeducação Dom Bosco deixaram espaços de confinamento e ocuparam parte da instituição. Situação foi contida depois de 15 horas
G1
18/04/2020 | 17:15

Adolescentes internados no Centro de Socioeducação Dom Bosco, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, fizeram uma rebelião que começou no fim da manhã deste sábado (18) e foi contida depois de aproximadamente três horas. Dois servidores foram feridos e precisaram ser levados para um hospital.

A rebelião começou no fim da manhã e terminou por volta das 14h, quando agentes do Grupamento de Ações Rápidas do Degase (Departamento Geral de Ações Socioeducativas) e policiais do Batalhão de Choque da PM entraram na unidade. Antes disso, bombas de gás lacrimogêneo chegaram a ser lançadas dentro da unidade e alguns internos arremessaram pedras nos policiais.

Segundo informações do Degase, dois servidores ficaram levemente feridos e precisaram ser levados para o Hospital Municipal Evandro Freire, também na Ilha. O departamento informou que nenhum adolescente ficou machucado e que, nesta tarde, fazia a contagem dos menores.

O Centro de Socioeducação Dom Bosco é uma das unidades do Degase, órgão do Estado do RJ responsável pela execução das medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e aplicadas pelo Poder Judiciário a jovens em conflito com a lei.

Segundo informações do SindDegase, o sindicato de servidores do Degase, além dos agentes feridos, colchões foram queimados, grades quebradas e portas arrancadas. Imagens do Globocop mostraram dezenas de internos no telhado da unidade e eletrodomésticos boiando na piscina da instituição.

Visitação proibida

Mônica Cunha, coordenadora do Movimento Moleque e representante das mães que têm filhos no sistema socioeducativo, disse ao G1 que a rebelião começou depois que foram proibidas as visitas de familiares por conta da disseminação da Covid-19. Segundo ela, os menores não foram informados sobre o motivo do cancelamento das visitas.

“A gente entende a não visitação nesse momento por conta do contágio. Mas o que a gente não pode é deixar esses meninos sem entender porque estão sem visita. Não podemos deixar essas mães nessa situação. É preciso buscar outros meios desses meninos verem suas mães”, afirmou.

O Degase afirmou que a suspensão das visitas das famílias aos jovens privados de liberdade foi informada aos familiares e aos adolescentes. “Os jovens, inclusive, falaram por telefone com familiares e responsáveis. A medida foi tomada para evitar a propagação do coronavírus entre os jovens, servidores e familiares”, informou em nota.

De acordo com o departamento, até este sábado (18) não há registro de casos de Covid-19 entre os adolescentes e seis servidores testaram positivo para Coronavírus e já se restabeleceram. Assim que houve a suspeita, eles foram afastados do trabalho e fizeram os exames. Durante o tratamento médico tiveram acompanhamento do Núcleo de Saúde do Trabalhador (Nupst) do Degase.

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