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Regras

PT define regras para desfile em homenagem a Lula e veta slogans ou ataques a adversários

Partido orienta militantes para evitar propaganda eleitoral antecipada durante passagem da Acadêmicos de Niterói na Sapucaí
Redação
15/02/2026 | 17:56

A Acadêmicos de Niterói estreia neste domingo 15 na elite das escolas de samba do Rio de Janeiro com todas as atenções voltadas para o enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O partido publicou orientações detalhadas aos militantes para evitar que o desfile seja interpretado como propaganda eleitoral antecipada.

Entre as medidas, o PT proibiu o uso de slogans, pedidos de voto, menções ao número 13 ou referências diretas às eleições de 2026. Também estão vetadas frases como “Lula 2026” ou referências a programas do governo. O partido reforçou que ataques a adversários ou menções a disputas eleitorais não devem aparecer em entrevistas ou nas redes sociais.

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PT reforça regras para evitar campanha eleitoral durante desfile da Acadêmicos de Niterói Foto: Divulgação

“Evitar publicações relacionadas ao desfile que, ainda que apenas na descrição, façam referência ao processo eleitoral de 2026, mediante expressões que possam ser interpretadas como pedido de voto, tais como ‘precisamos vencer’, ‘vamos ganhar’, ‘convença seus amigos’, ou qualquer outra formulação equivalente”, orientou a direção nacional.

O presidente Lula acompanhará o desfile de um camarote na Sapucaí, enquanto a primeira-dama, Janja da Silva, participará no último carro da escola. O Planalto também vetou a presença de ministros, visando evitar acusações de campanha antecipada.

A Advocacia-Geral da União (AGU) emitiu diretrizes para que autoridades recusem convites de empresas privadas que possam gerar conflito de interesse, além de reforçar que diárias e passagens não devem ser aceitas para eventos estritamente privados. Todas as atividades institucionais devem ser registradas no sistema e-Agendas.

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, rejeitou tentativas de impedir o desfile, mas alertou sobre os riscos eleitorais. Ela comparou a situação a uma “areia movediça”, onde qualquer deslize pode gerar problemas legais, e reforçou que o Carnaval não pode ser usado como brecha para crimes eleitorais.