As vendas do comércio varejista do Rio Grande do Norte encerraram 2025 com alta acumulada de 2,7% entre janeiro e dezembro, apesar da retração de 2,6% registrada em dezembro na comparação com novembro, na série com ajuste sazonal. O desempenho negativo no último mês do ano foi disseminado pelo País, com recuos em 23 unidades da federação.
Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta sexta-feira 13 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em dezembro, apenas Rio de Janeiro (1,9%), Bahia (1,3%), Distrito Federal (0,6%) e Minas Gerais (0,1%) registraram variações positivas frente a novembro.
Segundo a pesquisa, o resultado de dezembro no Rio Grande do Norte foi a pior queda em relação a novembro desde 2015, quando houve redução de 4,5% no mês. O desempenho de 2025 também ficou abaixo do observado em 2020, em cenário de pandemia, quando o comércio estadual variou -2,2% na série com ajuste sazonal.
Na comparação com dezembro de 2024, entretanto, o varejo potiguar apresentou crescimento de 5,3% nas vendas, o terceiro melhor desempenho do Nordeste, atrás da Bahia (7,6%) e do Ceará (5,5%). O indicador considera o comércio de bens não duráveis ou semiduráveis, como hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo.
No conceito ampliado — que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo — também houve retração em dezembro ante novembro. No Rio Grande do Norte, a queda foi de 4,0%, o quarto pior resultado do País, atrás de Rondônia (-10,2%), Roraima (-6,4%) e Espírito Santo (-5,9%).
Em relação a dezembro de 2024, o varejo ampliado do Estado avançou 6,7%, quarto melhor desempenho nacional, atrás de Amapá (15,6%), Bahia (8,0%) e Santa Catarina (7,4%).
No acumulado de 2025, o varejo ampliado potiguar também ocupou a quarta colocação no ranking nacional, com expansão de 4,7% nas vendas, indicando desempenho acima da média em segmentos de maior valor agregado, apesar da perda de fôlego no encerramento do ano.
Em todo o País, as vendas do comércio varejista encerraram 2025 com alta de 1,6%, ritmo inferior ao observado em 2024, quando o setor acumulou expansão de 4,1%. Na passagem de novembro para dezembro, houve recuo de 0,4%, enquanto a média móvel trimestral avançou 0,3% no trimestre encerrado em dezembro.
Segundo o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, o crescimento de 2025 ocorreu sobre uma base elevada e em linha com o desempenho observado antes do salto de 2024. “No ano passado, o acumulado de ganhos chegou a 4,1%, um crescimento bem forte. Em 2025, fechou com 1,6%, mais ou menos no mesmo nível de crescimento registrado nos anos anteriores”, afirmou. Em 2023, o varejo havia avançado 1,7%; em 2022, 1%; e, em 2021, 1,4%. l